Publicado em: 18/02/2026 às 15:00hs
O avanço das mudanças climáticas tem colocado a agricultura diante de desafios crescentes, como ondas de calor, estiagens prolongadas e variações bruscas de temperatura. Essas condições afetam diretamente a fisiologia das plantas e comprometem a produtividade das lavouras.
De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente de desenvolvimento de mercado da Acadian Sea Beyond, Diego Andrade, as perdas de rendimento estão fortemente relacionadas às respostas naturais das plantas ao estresse ambiental — mecanismos biológicos que, embora essenciais à sobrevivência, reduzem o potencial produtivo das culturas.
Nesse contexto, Andrade destaca a importância do uso de tecnologias que modulam as respostas fisiológicas das plantas, promovendo maior resiliência e estabilidade da produção agrícola.
A tecnologia desenvolvida pela Acadian Sea Beyond utiliza o potencial biotecnológico das algas marinhas, em especial da espécie Ascophyllum nodosum, que possui alta concentração de compostos bioativos naturais.
Essas substâncias atuam diretamente na fisiologia vegetal, estimulando processos de crescimento, resistência e eficiência nutricional, de forma integrada e sustentável. Trata-se de uma aplicação da ciência que alia biologia marinha e agricultura de precisão, com foco em produtividade e sustentabilidade.
A eficácia da tecnologia é resultado do ambiente natural em que a Ascophyllum nodosum se desenvolve. Essa alga cresce nas águas frias e salinas do Atlântico Norte, em regiões como Canadá, Estados Unidos, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições extremas de temperatura — que podem variar entre –22°C e 38°C —, além de altas oscilações de maré e salinidade.
A capacidade natural de adaptação dessa espécie é o que inspira seu uso na agricultura, transferindo seus mecanismos de resistência para as plantas cultivadas.
Quando aplicada em lavouras tropicais, expostas a altas temperaturas, déficit hídrico e radiação solar intensa, a tecnologia da Acadian promove melhor tolerância das plantas aos estresses abióticos.
O extrato de algas atua fortalecendo o sistema radicular, ampliando a absorção e o aproveitamento de nutrientes, além de equilibrar o metabolismo vegetal, o que resulta em lavouras mais vigorosas, uniformes e produtivas.
Estudos comprovam que os fitohormônios e aminoácidos naturais presentes no extrato ativam mecanismos de defesa e regulação fisiológica. Entre os principais efeitos observados estão:
Além de ganhos diretos em produtividade, a tecnologia à base de algas representa um avanço para a agricultura sustentável. Por se tratar de uma solução biológica e natural, sua aplicação reduz o impacto ambiental e contribui para sistemas de cultivo mais equilibrados e eficientes a longo prazo.
Segundo Andrade, o uso de produtos derivados de algas é um exemplo de como a ciência pode integrar inovação, produtividade e responsabilidade ambiental, fortalecendo a capacidade do agro brasileiro de produzir com eficiência, mesmo sob condições climáticas desafiadoras.
“A agricultura moderna precisa de ferramentas que unam tecnologia e natureza. O extrato de Ascophyllum nodosum representa esse avanço — uma ponte entre a biotecnologia e a sustentabilidade no campo”, ressalta Diego Andrade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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