Publicado em: 14/04/2026 às 14:00hs
O avanço dos conflitos no Oriente Médio trouxe impactos diretos ao mercado global de fertilizantes e evidenciou a dependência do agronegócio brasileiro, que importa até 90% dos insumos utilizados. O cenário de preços elevados e volatilidade reforça a busca por alternativas que reduzam riscos e aumentem a eficiência produtiva.
A empresa mato-grossense Ambios, do grupo Natter, se destaca no desenvolvimento de biofertilizantes, combinando produtividade agrícola e saúde do solo. Rafael Bortoli, CEO da Natter, destaca que:
“Diante da instabilidade e da pressão sobre fertilizantes convencionais, a eficiência no uso de nutrientes e a saúde do solo deixam de ser diferencial e passam a ser estratégia para sustentar produtividade e reduzir riscos.”
O Ingrow, recentemente classificado como biofertilizante, é produzido a partir de coprodutos de peixe de água doce e representa uma nova abordagem para insumos agrícolas, atuando além da nutrição tradicional.
A nova geração de biofertilizantes da Ambios funciona como indutor fisiológico, ativando rotas metabólicas das plantas que ampliam a eficiência do uso de recursos. Ensaios em soja, milho e algodão indicam ganhos médios de cinco sacas por hectare.
Segundo Denis Matos, gerente de P&D da Ambios:
“O metabolismo passa a ser o centro da estratégia. Ao ativar esses processos, a planta aproveita melhor os recursos disponíveis, sustentando eficiência produtiva mesmo em condições de estresse.”
O diretor comercial, Sandro Fernandes, ressalta:
“Não se trata apenas de fornecer nutrientes. Ao ativar rotas fisiológicas, a planta responde com mais eficiência, traduzindo-se em ganho real para o produtor.”
Além dos resultados em produtividade, o Ingrow oferece facilidade operacional. Nilton Ribeiro, diretor industrial da Ambios, explica:
“O biofertilizante se integra ao manejo já adotado pelo produtor, podendo ser aplicado via sulco de plantio ou foliar, sem gerar complexidade.”
Ao transformar coprodutos da cadeia pesqueira em tecnologia agrícola, a Ambios reforça um modelo de economia circular, aliando sustentabilidade e eficiência produtiva — um diferencial estratégico para o setor que busca reduzir custos, aumentar previsibilidade e produzir mais com menor impacto ambiental.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias