Biológicos e Bioinsumos

Bioestimulantes nas fases críticas ajudam sojicultor a vencer Desafio Nacional de Soja

Estratégia de manejo biológico e monitoramento de lavoura garantiu produtividade de 126,71 sc/ha


Publicado em: 09/04/2026 às 13:00hs

Bioestimulantes nas fases críticas ajudam sojicultor a vencer Desafio Nacional de Soja

O uso estratégico de bioestimulantes nas fases de florescimento (R1) e enchimento de grãos (R5) foi determinante para a vitória do produtor Paulo Storti no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 2024/25, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Storti conquistou o primeiro lugar na categoria irrigado, com produtividade de 126,71 sc/ha em sua Fazenda Santana, localizada em Itapeva (SP).

Importância das fases R1 e R5 para a produtividade

O início do florescimento e o enchimento dos grãos são períodos críticos para a consolidação das estruturas reprodutivas da soja e para a redistribuição de nutrientes. A aplicação de bioestimulantes nessas fases contribui para maior retenção de vagens e peso de grãos, refletindo diretamente na produtividade final da lavoura.

“Aprendemos que o tempo de resposta é crucial. Quem antecipa decisões ganha produtividade. Vamos manter essa estratégia e melhorar ainda mais a integração do manejo biológico e químico”, afirma Storti.

Planejamento e monitoramento como diferencial técnico

Para Storti, o Desafio CESB é um termômetro técnico que exige excelência em cada detalhe. Apesar das condições climáticas adversas, como veranico no início da formação de vagens e chuvas excessivas na maturação, o produtor manteve decisões embasadas em monitoramento constante e histórico da área.

“Conheça profundamente sua área, faça o básico com excelência e monitore o tempo todo. O detalhe é o que separa o bom do excelente”, destaca Storti.

Gestão de clima, pragas e doenças

Um dos principais desafios da safra 2024/25 foi a variabilidade climática, que impactou diretamente nas fases R1 e R5. Para proteger o potencial produtivo, Storti adotou:

  • Cultivares de alto teto produtivo e estabilidade
  • Escalonamento do plantio dentro da janela ideal
  • Tecnologias de monitoramento em tempo real

No controle de pragas e doenças, o foco foi a ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom, utilizando fungicidas protetores desde V4-V5 e alternância de mecanismos de ação. Aplicações programadas e produtos com efeito fisiológico e residual ajudaram a manter o estande e o enchimento dos grãos.

Sustentabilidade e longevidade do sistema produtivo

A Fazenda Santana pratica rotação de culturas, plantio direto, uso racional de insumos com aplicação localizada e crescente utilização de biodefensivos.

“Essas iniciativas reduzem custos, aumentam a eficiência dos produtos e promovem equilíbrio biológico. A sustentabilidade está diretamente ligada à longevidade do sistema produtivo”, explica Storti.

Decisão baseada em dados e conhecimento da lavoura

Para o produtor, o domínio técnico de cada talhão é essencial para extrair o máximo potencial da lavoura. O uso de dados e planejamento estratégico garante que as decisões sejam tomadas com evidência, e não apenas por hábito.

“O potencial está lá, mas só quem domina o sistema consegue extrair o máximo dele”, finaliza Paulo Storti.

Fonte: Portal do Agronegócio

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