Aveia, Trigo e Cevada

Trigo: quais são as perspectivas para a safra da União Europeia?

Com um começo de safra caracterizado pelo atraso no plantio na França e Alemanha, o que provavelmente resultou em uma diminuição da área cultivada em ambos os países, as projeções para a produção total no continente são agora mais positivas em comparação com as estimativas feitas há dois meses


Publicado em: 29/01/2024 às 20:00hs

Trigo: quais são as perspectivas para a safra da União Europeia?

Entretanto, a colheita 24/25 na União Europeia deverá registrar uma redução de 2M mt em relação à safra atual, intensificando a pressão sobre o balanço global. Como resultado, o trigo europeu, que vem enfrentando desafios de competição com o trigo russo nas safras recentes, tende a manter sua posição menos competitiva no período de 24/25.  Além disso, a diminuição na produção europeia, até o momento, não parece ter o potencial de exercer uma pressão significativa de alta nos contratos futuros de trigo. No entanto, a produtividade ainda está sujeita a variações substanciais até a conclusão da colheita no continente.

Após um início de safra marcado pelo atraso do plantio na França e Alemanha, que provavelmente levou a uma redução da área plantada em ambos os países, o mercado começa a analisar qual será o impacto dessa menor área plantada sobre a produção total da EU. É o que mostra o recente relatório da hEDGEpoint Global Markets.

“Neste relatório, esse impacto, bem como outros fatores relevantes, serão analisados para trazer um panorama geral sobre a safra de trigo 24/25 da EU e abordar outros assuntos relevantes para o mercado europeu”, diz Alef Dias, analista de Grãos e Macroeconomia da companhia.

Impacto da menor área deve ser significativo, mas menos relevante do que inicialmente previsto

“No último relatório em que abordamos a safra europeia de 24/25 (clique aqui para acessar), as primeiras estimativas não-oficiais apontavam para uma possível redução de 8M mt sobre a produção total do continente. A expectativa no início da safra já era de uma redução da área plantada na EU, devido principalmente ao cenário baixista dos preços, mas as fortes chuvas em novembro levaram a um significativo atraso no plantio, levando a uma redução ainda maior”, explica Alef.

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Cerca de dois meses depois, com o avanço da safra e uma maior clareza sobre a redução total da área plantada e a situação da safra em outros países, entende-se que esse impacto deve ser menor. 

De acordo com o analista, “considerando uma queda de cerca de 10% nas áreas plantadas da Alemanha e França, e um rendimento menor na segunda, a próxima safra deve ser cerca de 2M mt menor do que a safra 23/24. Isso se deve ao fato de que a produtividade no restante do continente deve ser maior, reduzindo o impacto da menor área plantada”.

Agora o foco é a produtividade 

“Com maior clareza sobre o impacto na área plantada, a produtividade é o principal fator a ser observado nos próximos meses. Em termos de temperatura, não se veem muitos indicativos de uma deterioração da safra europeia no momento”, afirma.

Praticamente todo o continente deve observar temperaturas acima da média nos próximos dias, e mesmo caso esse cenário se altere, a cobertura de neve em diversos países produtores está acima da média dos últimos 15 anos. 

Em termos de precipitação, o cenário traz mais preocupações. Apesar das fortes precipitações no início da safra, a umidade do solo em diversos dos principias países produtores se encontra abaixo da média dos últimos anos. Contudo, as previsões apontam para uma mudança desse cenário nos próximos dias.

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Após um início de safra marcado pelo atraso do plantio na França e Alemanha, que provavelmente levou a uma redução da área plantada em ambos os países, as estimativas de produção total do continente são mais otimistas do que há dois meses. 

Todavia, a safra 24/25 na UE ainda deve ser 2M mt menor do que a safra atual, trazendo mais pressão sobre o balanço global. Com isso, o trigo europeu, que já vem sofrendo com a competição com o trigo russo nas últimas safras, deve seguir menos competitivo em 24/25. Adicionalmente, essa redução na produção europeia não parece ser – até o momento – capaz de trazer uma pressão relevante de alta para os contratos futuros de trigo. Contudo, a produtividade ainda está sujeita a fortes variações até a colheita da safra no continente.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

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