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Aveia, Trigo e Cevada

Trigo de qualidade ganha sustentação no Sul, e Abitrigo eleva projeção de importações

Chuvas ameaçam lavouras e afetam lotes já colhidos; diferença de qualidade amplia a distância entre preços pedidos por produtores e ofertas dos moinhos


Publicado em: 25/09/2026 às 18:20hs

Trigo de qualidade ganha sustentação no Sul, e Abitrigo eleva projeção de importações

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com preços mais firmes para lotes de melhor qualidade, enquanto as chuvas mantiveram produtores e moinhos atentos à safra do Sul. No Paraná, problemas identificados em parte do grão colhido aumentaram a procura por trigo apto à moagem. No Rio Grande do Sul, o principal receio ainda recai sobre as lavouras que permanecem no campo.

Nesse cenário, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) elevou sua projeção de importações para a temporada, diante das perdas climáticas que afetam a produção nacional. A revisão foi informada sem um novo volume estimado.

Qualidade do trigo diferencia preços no Paraná

A colheita ampliou gradualmente a oferta no Paraná, mas não eliminou a cautela nas negociações. Segundo o analista Thiago Oleto, da Safras & Mercado, agentes relataram problemas de peso hectolítrico (PH), força de glúten (W) e germinação em lotes colhidos recentemente.

Essas diferenças tornaram a qualidade decisiva para a formação dos preços. Nas principais praças do interior, as indicações de compra ficaram entre R$ 1.500 e R$ 1.530 por tonelada no fim da semana, com liquidez moderada. Produtores com trigo tipo 1 pediam de R$ 1.580 a R$ 1.600 por tonelada FOB, mas não havia confirmação de negócios nesses valores.

A previsão de novas chuvas também levou produtores a priorizar a retirada de lotes ainda preservados. Para os moinhos, o avanço da colheita traz mais disponibilidade, mas a parcela da produção que atende às exigências de moagem segue como ponto central das compras.

Rio Grande do Sul tem negociações espaçadas e preços dispersos

No mercado gaúcho, os negócios continuaram pontuais. No início da semana, vendedores pediam cerca de R$ 1.500 por tonelada FOB pelo trigo disponível, enquanto moinhos relatavam compras próximas de R$ 1.450 por tonelada.

Perto de sexta-feira, as indicações variavam conforme a praça. Em Porto Alegre, compradores apontavam R$ 1.580 por tonelada, ante pedidos de R$ 1.630. Em Carazinho, as referências iam de R$ 1.500 a R$ 1.600; em Santa Rosa, de R$ 1.400 a R$ 1.450. No Porto do Rio Grande, a compra era indicada a R$ 1.695, e a venda, a R$ 1.745 por tonelada.

Segundo Oleto, qualidade, logística e destino do produto ajudam a explicar essa dispersão. A resistência dos vendedores a reduzir os preços e o risco de chuva sobre as lavouras em estágio avançado sustentam o mercado, embora as negociações físicas ainda ocorram sem mudanças generalizadas nas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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