Aveia, Trigo e Cevada

Ritmo da alta perde força em abril no Brasil, mas trigo segue firme

Os preços domésticos do trigo encerraram o mês de abril com uma alta média nos preços de 3,8% nas principais praças de comercialização do país. No primeiro quadrimestre do ano o ganho acumulado é de 16,4%. A avaliação é do consultor de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento


Publicado em: 02/05/2022 às 14:10hs

Ritmo da alta perde força em abril no Brasil, mas trigo segue firme

Depois de operar em níveis recordes no final da primeira quinzena de março, as cotações davam sinais de exaustão. “Os preços internacionais haviam interrompido a escalada de alta e refletiam esse comportamento nas cotações do principal fornecedor brasileiro, a Argentina”, disse.

No mercado cambial, o mês de abril iniciou com o dólar perdendo força, atingindo o fechamento mínimo de R$ 4,61 no dia 4. Naquele mesmo dia a tonelada (t) do trigo argentino era cotada a US$ 365 nos portos. Numa eventual aquisição por um moinho da região de Curitiba/PR chegaria ao CIF a R$ 1.921/t. A paridade de importação no interior do estado ficaria por volta de R$ 1.840/t. 

“A partir da segunda quinzena de abril, contudo, o cenário mudou. As cotações na Argentina, respondendo a uma maior firmeza das cotações internacionais e à escassez de oferta no mercado local, iniciou uma escalada de alta e fechou o mês com um preço recorde de US$ 425/t (+16%)”, explicou Bento.

No mercado cambial, o lockdown na China devido a casos de covid-19, a iminência de alta nas taxas de juros nos Estados Unidos para conter a inflação e as incertezas institucionais no Brasil levaram a moeda norte-americana a fechar o mês de abril com uma alta próxima a 4%.

Segundo o analista, nessa nova realidade de preços na Argentina e de câmbio no Brasil, uma compra do cereal argentino chegaria ao CIF de um moinho de Curitiba a R$ 2.360/t e a indicação no FOB seria de R$ 2.280/t. “Essa elevação de R$ 440/t no nível de paridade de importação é que justifica a retomada de alta para as cotações do cereal. É importante salientar ainda que os preços domésticos ainda estão 15% abaixo do nível de paridade de importação’, concluiu.

Fonte: Agência SAFRAS

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