Publicado em: 06/05/2024 às 10:16hs
O mês de abril encerrou com uma forte alta nas cotações do trigo no Brasil. No Paraná, os preços subiram 7,7% em relação ao fechamento do mês anterior, enquanto no Rio Grande do Sul o aumento chegou a quase 10%. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, essa recuperação expressiva é resultado de mudanças nos principais fatores que influenciam os preços do trigo no Brasil.
Nos Estados Unidos, as Bolsas de Chicago e Kansas, que representam o trigo soft e hard, respectivamente, também registraram ganhos mensais. Chicago teve um aumento de 4,5% em abril, enquanto Kansas subiu 6,8%. No Mar Negro, onde se encontra o trigo mais acessível do mundo, os preços do trigo ucraniano subiram 7% durante o mês. A Rússia, maior exportador global de trigo, registrou uma elevação de 3%.
Um fator significativo para a alta no Brasil foi o preço do trigo argentino, que subiu 7% no mês, ressaltou Bento. Outro ponto a ser considerado é a variação cambial: o dólar encerrou abril próximo de R$ 5,20, um aumento de 3,4%, potencializando o impacto das cotações internacionais.
No mercado brasileiro, os preços atingiram níveis elevados. No Rio Grande do Sul, o trigo chegou a ser negociado por até R$ 1.350 por tonelada para grãos de boa qualidade, com os últimos negócios do mês em torno de R$ 1.300 por tonelada. No Paraná, o preço do trigo no FOB atingiu R$ 1.350 por tonelada no final de abril.
Na Argentina, as transações para o final do mês tinham base de compra spot entre US$ 240 e US$ 245 por tonelada para trigo com 12% de proteína. A paridade de importação no FOB no interior do Paraná ficou em R$ 1.403 por tonelada e no Rio Grande do Sul em R$ 1.390 por tonelada. Para embarques futuros em junho e julho, o preço do trigo com 11,5% de proteína variava entre US$ 240 e US$ 258 por tonelada, dependendo da região. Já para a safra nova, prevista para dezembro de 2024, a indicação de compra era de US$ 225 por tonelada.
Essas elevações nas cotações do trigo, tanto no mercado brasileiro quanto no internacional, refletem a dinâmica complexa do setor, que sofre influência de múltiplos fatores, desde o clima até as variações cambiais. Essa tendência de alta nos preços ressalta a importância do acompanhamento constante das condições de mercado para produtores e investidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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