Publicado em: 29/08/2025 às 20:00hs
O mercado brasileiro de trigo registrou baixa liquidez em agosto, com negociações pontuais e pressão da concorrência externa. Produtores mostraram resistência em aceitar os preços oferecidos pelos moinhos, refletindo o cenário de oferta limitada e a atratividade do cereal importado.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a falta de liquidez decorreu da “combinação de oferta interna limitada e forte concorrência do trigo importado”.
No Brasil, os preços oscilaram pouco ao longo do mês:
A paridade de importação seguiu como principal referência, reforçada pela ampla oferta da Argentina e outros grandes exportadores, mantendo os moinhos abastecidos e reduzindo a urgência de compras internas.
O dólar oscilou entre R$ 5,40 e R$ 5,50, mas não compensou a pressão das cotações externas. O mercado ainda observa expectativa de safra mundial recorde e forte colheita de milho, que concorre com o trigo na comercialização.
No Paraguai, geadas devem reduzir a produção entre 200 mil e 250 mil toneladas, impactando o fornecimento brasileiro, já que o país exportou 709 mil toneladas na temporada 2024/25.
Segundo a Emater/RS-Ascar, na última semana de agosto, o Rio Grande do Sul registrou chuva intensa e retorno do frio, com impactos localizados:
As operações de pulverização foram interrompidas temporariamente devido ao excesso de umidade. O monitoramento de pragas e doenças continua, com previsão de retomada das aplicações de fungicidas assim que as condições permitirem.
Distribuição fenológica das lavouras no RS:
A área cultivada é projetada em 1.198.276 hectares, com produtividade estimada em 2.997 kg/ha. A expectativa de rendimento permanece positiva, embora haja preocupação com doenças fúngicas em áreas úmidas.
De acordo com o Deral – Departamento de Economia Rural do Paraná, a safra 2025 de trigo deve registrar:
Fonte: Portal do Agronegócio
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