Publicado em: 02/10/2023 às 11:10hs
Os preços domésticos sentem a pressão da entrada da oferta do Paraná. Por outro lado, as incertezas quanto à safra do Rio Grande do Sul, prejudicada pela pelo clima adverso, limitam quedas mais consistentes e deixam os agentes mais cautelosos.
Nesta semana, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, cortou sua projeção para a safra paranaense de 4,577 milhões para 4,155 milhões de toneladas, em seu relatório mensal. O volume ainda supera em 18% a produção do ano passado. A colheita no Paraná já supera 60% da área.
Já no Rio Grande do Sul, a colheita de trigo foi iniciada. Os trabalhos atingem 1%, mesmo nível do ano passado e da média dos últimos cinco anos. A ceifa ocorreu nos períodos de tempo estável e temperaturas elevadas, principalmente na região Noroeste do estado. Atualmente, a taxa de maturação das lavouras atinge 18%. Predominam as lavouras na fase de enchimento de grãos – 54% –, e em estágio de floração – 23%.
Por essa razão, há crescente preocupação entre os triticultores, uma vez que o clima excessivamente úmido tem favorecido a proliferação de doenças fúngicas, especialmente giberela, nesses estágios críticos, o que ameaça a confirmação do potencial produtivo. Por ser sensível às chuvas, principalmente após a maturação, caso ocorra atraso na colheita da cultura, os grãos poderão atingir níveis de qualidade que inviabilizem sua utilização pela indústria de panificação.
O percentual de lavouras de trigo da Argentina em déficit hídrico cresceu na última semana. Segundo a Bolsa de Buenos Aires, as condições de cultivo variam conforme a região, mas as perdas no potencial produtivo causadas pela falta de chuvas podem se acentuar caso a umidade demore a retornar.
A produção segue estimada em 16,5 milhões de toneladas. A área plantada foi de 5,9 milhões de toneladas.
As lavouras argentinas se dividem entre condições boas ou excelentes (22%), normais (51%) e regulares ou ruins (27%). Na semana passada, eram 25%, 53% e 22%, respectivamente. Em igual momento do ano passado, 14%, 41% e 45%.
O déficit hídrico atinge 39% das plantas. Na semana passada, eram 34%. Em igual momento do ano passado, 50%.
Fonte: Agência Safras
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