Aveia, Trigo e Cevada

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez baixa no Brasil

Negociações pontuais e desafios logísticos limitam comercialização de trigo no Rio Grande do Sul e Paraná


Publicado em: 20/03/2026 às 18:20hs

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez baixa no Brasil
Foto: Embrapa

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações lentas e preços relativamente estáveis, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de fatores internos e externos ainda indefinidos. A oferta restrita, o desempenho fraco da demanda por derivados e entraves logísticos limitaram o avanço dos negócios.

Preços firmes sustentados pela oferta restrita

No mercado físico, os preços do trigo se mantiveram estáveis, sustentados principalmente pela escassez de oferta e não por um aumento do consumo.

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorreram em torno de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidos entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada encontraram resistência dos moinhos.

Segundo Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, “essa diferença reflete principalmente as dificuldades no escoamento de derivados e margens comprimidas da indústria, mantendo o mercado lento e bastante seletivo”.

Logística segue limitando o fluxo de comercialização

No Paraná, as negociações também foram restritas, com forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões em meio ao pico de escoamento de soja e milho e entraves operacionais reduziram o ritmo de vendas.

“Os custos logísticos continuam sendo um fator relevante, impactando diretamente o fluxo de comercialização do trigo”, destacou Bento.

Demanda enfraquecida mantém margens comprimidas

A baixa demanda por farinha de trigo pressiona as margens da indústria, que prioriza a gestão de estoques. Além disso, a menor urgência de venda por parte dos produtores reduz a pressão vendedora.

O resultado é um mercado tecnicamente firme, porém com liquidez limitada.

Perspectivas para a próxima semana

Para a próxima semana, a expectativa é de continuidade de negociações pontuais e seletivas. Fatores como a evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é a manutenção de um mercado de ritmo moderado e seletivo”, reforça Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

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