Aveia, Trigo e Cevada

Exportações de Trigo do Brasil Somam 1,44 Milhão de Toneladas e Importações Ultrapassam 3 Milhões no Ano Comercial 2025/26

Embarques seguem concentrados no Rio Grande do Sul, enquanto a Argentina mantém liderança nas vendas externas para o mercado brasileiro


Publicado em: 11/02/2026 às 18:40hs

Exportações de Trigo do Brasil Somam 1,44 Milhão de Toneladas e Importações Ultrapassam 3 Milhões no Ano Comercial 2025/26
Foto: APPA - Paranagu

As exportações brasileiras de trigo continuam em ritmo firme neste início de 2026, com destaque para o Rio Grande do Sul, que concentra quase toda a movimentação do cereal. Segundo levantamento da Safras & Mercado, os line-ups — registros de embarques realizados e programados — acumulam 1,442 milhão de toneladas entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, reforçando o protagonismo gaúcho na comercialização externa do produto.

Rio Grande do Sul lidera exportações com 98% do volume embarcado

O levantamento mostra que o Rio Grande do Sul responde por 1,409 milhão de toneladas, o equivalente a 98% do total exportado no período. Já o Paraná, segundo maior estado produtor, teve participação modesta, com 32,7 mil toneladas, cerca de 2% do total.

O resultado confirma o estado sulista como principal polo exportador do trigo brasileiro, impulsionado pela proximidade dos portos e pela forte produção regional.

Mercado asiático é o principal destino do trigo brasileiro

As exportações brasileiras de trigo têm sido fortemente direcionadas ao mercado asiático. O Bangladesh lidera as aquisições, com 418,3 mil toneladas, o que representa cerca de 29% dos embarques do período.

Em seguida, aparecem o Vietnã, com 349,1 mil toneladas (24%), e a Indonésia, com 139,4 mil toneladas (10%), reforçando a importância do Sudeste Asiático para o agronegócio brasileiro.

Além desses destinos, as exportações incluem 155,7 mil toneladas de cabotagem interna, refletindo transferências de trigo entre regiões do próprio Brasil. Outros países compradores foram: Quênia (117,9 mil t), Nigéria (104,5 mil t), Equador (52 mil t), África do Sul (37,9 mil t), República Dominicana (33 mil t) e Mauritânia (15,4 mil t). Há ainda 19 mil toneladas classificadas como TBC (a definir), referentes a cargas sem destino final informado.

Importações crescem e somam 3,07 milhões de toneladas

No sentido contrário, os line-ups de importação indicam que o Brasil importou 3,074 milhões de toneladas de trigo entre agosto de 2025 e março de 2026. O volume, segundo dados preliminares da Safras & Mercado, reforça a dependência do país de fornecedores externos para atender à demanda doméstica.

As principais portas de entrada do cereal são os portos do Ceará (650,9 mil t / 21,2%) e de São Paulo (644,2 mil t / 21%), seguidos por Bahia (412,0 mil t / 13,4%) e Pernambuco (367,8 mil t / 12%). Esses quatro estados concentram mais de dois terços do trigo importado no período.

Outros estados com destaque são:

  • Rio de Janeiro: 259,7 mil toneladas (8,4%);
  • Paraná: 161,4 mil toneladas (5,2%);
  • Rio Grande do Sul: 159,4 mil toneladas (5,2%);
  • Paraíba: 119,9 mil toneladas (3,9%);
  • Sergipe: 93,1 mil toneladas (3%);
  • Pará: 74,6 mil toneladas (2,4%);
  • Espírito Santo: 65,6 mil toneladas (2,1%).

Outros estados, como Maranhão, Amazonas e Santa Catarina, participam de forma residual no total das importações.

Argentina segue como principal fornecedora de trigo ao Brasil

Entre fevereiro e março de 2026, os line-ups de importação indicam a Argentina como origem predominante do trigo importado pelo Brasil. O país vizinho responde por 240,6 mil toneladas, cerca de 61% do volume programado.

A cabotagem nacional aparece em segundo lugar, com 84,9 mil toneladas (22%), enquanto Uruguai e Estados Unidos participam com 33 mil toneladas cada (8%), reforçando a diversificação moderada das origens.

Equilíbrio entre exportação e importação define o cenário do trigo em 2026

O cenário atual do mercado brasileiro de trigo é marcado por um equilíbrio entre exportações robustas e importações elevadas, reflexo da sazonalidade da produção nacional e das variações regionais de consumo.

Enquanto o Rio Grande do Sul mantém protagonismo nas exportações, os estados do Nordeste e Sudeste se consolidam como principais portas de entrada das importações, evidenciando a complexidade logística do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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