Publicado em: 26/12/2023 às 11:10hs
Os preços do trigo permanecem estáveis no Brasil, ainda que sem transações efetivas, sendo apenas nominais. O analista da SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, destaca que os vendedores, especialmente aqueles com trigo de melhor qualidade, têm uma oferta controlada. Por outro lado, a demanda diminuiu consideravelmente, com os moinhos operando em um ritmo mais lento para adquirir novos lotes.
A estabilidade de preços é reflexo da firmeza dos produtores em manterem suas ofertas, enquanto os compradores hesitam diante das incertezas no mercado internacional. A atenção dos moinhos à possibilidade de importação de trigo argentino indica uma busca por alternativas que possam influenciar os preços domésticos nos meses seguintes.
Apesar de ser uma notícia positiva para os produtores, a incerteza em torno da importação de trigo argentino cria um ambiente cauteloso no setor. No Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 1.260 e R$ 1.290 por tonelada FOB, enquanto os vendedores mantêm pedidos acima de R$ 1.450 por tonelada.
A colheita da safra 2022/23 de trigo atingiu 100% da área estimada nos oito principais estados produtores do Brasil, segundo levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na última semana, estava em 99,9%, enquanto no mesmo período do ano passado era de 99,4%.
Na Argentina, a colheita de trigo atinge 65,2% da área, conforme dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Houve um avanço de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda está 10,3 pontos percentuais atrasada em comparação com o ano passado.
Chuvas intensas na região sul do país causaram atrasos na dessecação, e análises preliminares indicam danos às plantas. A safra é projetada em 14,7 milhões de toneladas, com 8,732 milhões de toneladas já colhidas em 3,582 milhões de hectares.
Na última semana, o percentual de lavouras em boas condições aumentou de 12% para 22%, comparado a 9% no ano passado. As lavouras em condições ruins diminuíram de 37% para 33%, contra 47% um ano atrás. O déficit hídrico, que atingia 41% das lavouras na semana passada, caiu para 13%, em comparação com 23% no ano anterior. Por outro lado, a parcela de lavouras com excesso de água cresceu de 8% para 20%.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias