Publicado em: 03/04/2024 às 11:20hs
Os preços do trigo enfrentam dificuldades para estimular um aumento na área de plantio para a safra 2024 devido à baixa liquidez no mercado interno e à ampla oferta russa do cereal. No Brasil, os preços domésticos do trigo apresentaram queda, refletindo a tendência internacional. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, os preços registraram uma baixa de 2% nos últimos 30 dias, atingindo cerca de R$ 1.173 por tonelada.
A CONAB revisou para baixo a estimativa da área total para a próxima safra de trigo, atribuindo a redução a preços desfavoráveis e a uma relação desfavorável de troca com os insumos. Embora a área de cultivo seja menor, a expectativa é de um aumento na produção, impulsionado pela qualidade e produtividade favorecidas pelo fenômeno climático La Niña.
As exportações de trigo apresentaram uma desaceleração, mas permanecem em níveis favoráveis. A relocação das rotas e fretes cria oportunidades para vendas a custos menores para países asiáticos. Enquanto isso, as importações cresceram significativamente nos primeiros dois meses do ano, impulsionadas pela necessidade da indústria de adquirir trigo de qualidade.
No mercado internacional, incertezas políticas na região do Mar Negro podem gerar volatilidade nos preços. Enquanto isso, nos EUA, as exportações mais lentas estão aumentando os estoques locais, pressionando as cotações na CBOT. No Brasil, as importações da Argentina devem se manter firmes devido à dificuldade de encontrar trigo de qualidade localmente, o que não sugere aumentos significativos nos preços no curto e médio prazo.
Para a indústria, o cenário atual pode aliviar a pressão da inflação dos alimentos, enquanto para os produtores, as margens podem permanecer apertadas ao longo da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
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