Publicado em: 27/11/2023 às 11:00hs
Uma valorização atípica para esta época do ano, atribuída à quebra na safra do sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a colheita resulta em grãos de qualidade inferior, levando ao cancelamento de contratos, conforme observado por Elcio Bento, analista da SAFRAS & Mercado.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do trigo atingiu 94,2% da área estimada para a temporada 2022/23 nos principais estados produtores do Brasil. Na semana anterior, a colheita estava em 87,1%, enquanto no mesmo período do ano anterior, alcançava 72,7%. No entanto, o estado do Paraná destaca-se ao atingir 100% da área cultivada, projetando uma produção 10% superior à temporada anterior.
No Rio Grande do Sul, a colheita de trigo atinge 93% da área, com uma produtividade estimada 28,38% abaixo da projeção inicial, reflexo do excesso de chuvas durante o ciclo produtivo. A Argentina, por sua vez, enfrenta desafios semelhantes, com 26,4% da colheita concluída e um aumento no déficit hídrico das lavouras.
O quadro argentino mostra avanço de 6,2 pontos percentuais na colheita em relação à semana anterior, mas também revela um aumento no déficit hídrico, chegando a 41%. Cerca de 36% das lavouras estão em más condições, uma melhoria em relação à semana passada, mas ainda abaixo dos 44% registrados há um ano. A safra projetada é de 14,7 milhões de toneladas, com 2,759 milhões de toneladas já colhidas em 1,504 milhão de hectares.
Em resumo, a produção de trigo no Brasil e Argentina enfrenta desafios significativos devido à quebra na qualidade no sul do Brasil e adversidades climáticas na Argentina, resultando em cancelamentos de contratos e impactos na produtividade. A situação permanece dinâmica, exigindo monitoramento contínuo à medida que a temporada se desenrola.
Fonte: Portal do Agronegócio
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