Publicado em: 01/04/2024 às 11:40hs
Durante o mês de março, o mercado brasileiro de trigo continuou registrando uma comercialização lenta, mantendo o padrão dos últimos meses. Esta tendência é influenciada pelo foco dos produtores nas safras de verão, especialmente na colheita da soja e do milho. Além disso, os moinhos estão com estoques abastecidos e a logística do país está direcionada principalmente para o escoamento da soja.
Destaca-se o aumento das exportações de trigo da Argentina, impulsionado pela ampla oferta nesta safra. O país vizinho está adotando uma postura mais agressiva nas vendas externas, abrindo caminho para novos mercados. Embora o Brasil represente uma parcela relativamente pequena desse aumento interanual, não há preocupações imediatas quanto a um possível desabastecimento no país. No entanto, é possível que o trigo argentino seja direcionado para outros destinos, o que poderia levar a uma necessidade de importação por parte da indústria brasileira de trigo.
A Safras & Mercado divulgou sua primeira estimativa de intenção de plantio para a safra 2024/25 de trigo no Brasil. Espera-se uma redução de 12,3% na área cultivada em comparação com a safra anterior. O Rio Grande do Sul é o estado mais afetado, com uma queda estimada de 15% na área plantada, devido a condições climáticas adversas no ano passado. No Paraná, a redução na área plantada é estimada em 14,2%, com relatos de perdas devido ao excesso de chuva, especialmente na região dos Campos Gerais.
O cenário futuro permanece incerto, com os produtores enfrentando decisões sobre a alocação de áreas entre culturas concorrentes, como trigo e milho safrinha.
Fonte: Portal do Agronegócio
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