Publicado em: 11/11/2025 às 17:00hs
A colheita do trigo no Rio Grande do Sul segue em ritmo abaixo da média histórica, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (6). Até o momento, 42% da área cultivada foi colhida, índice inferior à média das últimas cinco safras, que é de 64% para o mesmo período.
De acordo com o boletim, o atraso é consequência da maturação mais lenta das lavouras, influenciada pela alternância entre períodos chuvosos e temperaturas amenas registradas nos meses de setembro e outubro. As condições climáticas prolongaram as fases vegetativa e de formação dos grãos, retardando o ciclo da cultura.
O levantamento aponta que 36% das áreas estão em maturação fisiológica, 20% em enchimento de grãos e 2% ainda em floração, confirmando o atraso em relação a anos anteriores.
Apesar da lentidão no desenvolvimento, o excesso de umidade no solo e os intervalos de boa luminosidade entre as chuvas têm favorecido o aumento do peso dos grãos e a uniformidade das espigas.
A qualidade industrial do trigo segue dentro dos padrões usuais de panificação e moagem, com produtividades iniciais entre 2.800 e 3.500 kg por hectare, variando conforme a fertilidade do solo, o regime hídrico e o período de semeadura.
O relatório da Emater/RS-Ascar indica que a sanidade das lavouras permanece adequada, com controle efetivo das principais doenças fúngicas.
Contudo, ainda há registros pontuais de ferrugem e giberela em áreas onde o manejo não foi realizado corretamente ou apresentou falhas de aplicação.
A estimativa atual da entidade aponta para 1,14 milhão de hectares cultivados com trigo no Estado, com produtividade média projetada em 3.261 kg/ha.
Fonte: Portal do Agronegócio
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