Aveia, Trigo e Cevada

Cenário de baixa atividade no mercado brasileiro de trigo em janeiro reflete desinteresse da indústria

Indústria aguarda melhor momento para intensificar compras, aproveitando estoques e excedente argentino


Publicado em: 05/02/2024 às 11:30hs

Cenário de baixa atividade no mercado brasileiro de trigo em janeiro reflete desinteresse da indústria

O mercado de trigo no Brasil enfrentou um mês de janeiro caracterizado pela escassez de negociações. O ritmo moroso nas transações encontra sua justificativa, principalmente, na relutância da indústria em realizar novas compras durante o período.

Os moinhos estão atualmente bem abastecidos e planejam retomar as atividades com maior vigor a partir da metade de fevereiro. Este comportamento é comum na transição entre o final de um ano e o início do seguinte, marcado não apenas pela baixa demanda, mas também pela menor atividade de venda.

Enquanto isso, os produtores direcionam sua atenção para as culturas de verão, com foco na iminente colheita de soja no Rio Grande do Sul e no plantio do milho safrinha no Paraná. Adicionalmente, o trigo disponível apresenta, em sua maioria, uma qualidade inferior devido à quebra de safra no ano anterior. O trigo com maior PH é ofertado a preços mais elevados. As principais transações no mercado brasileiro foram direcionadas ao trigo destinado à ração animal ou à exportação, independentemente do tipo de consumo.

Dessa forma, a indústria capitalizou a vantagem de possuir estoques confortáveis e, sobretudo, de contar com a Argentina como uma origem potencial de trigo melhor e mais acessível nesta temporada. A colheita no país vizinho foi concluída em janeiro, resultando em um excedente exportável mais que suficiente para suprir a demanda brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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