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Aveia, Trigo e Cevada

Aveia-branca no RS: temporais causam perdas de até 80% em áreas de Santiago

Colheita alcança 7% da área gaúcha; ferrugens, excesso de umidade e tombamento de plantas comprometem rendimento e qualidade em parte das lavouras


Publicado em: 08/10/2026 às 17:00hs

Aveia-branca no RS: temporais causam perdas de até 80% em áreas de Santiago

As lavouras de aveia-branca do Rio Grande do Sul apresentam desenvolvimento satisfatório em grande parte do estado, mas temporais e doenças provocam perdas localizadas. Em Santiago, na região de Santa Maria, pelo menos 50 hectares tiveram prejuízos de produtividade estimados em 80%, após a ocorrência de chuvas intensas, ventos e granizo, segundo a Emater/RS-Ascar.

A colheita chegou a 7% da área cultivada no estado, enquanto as demais lavouras se distribuem entre desenvolvimento vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação. A estimativa é de 387.697 hectares plantados, com produtividade média projetada de 2.322 quilos por hectare.

As condições variam entre as regiões. Além dos danos climáticos, a incidência de ferrugens e a deterioração dos grãos pela umidade preocupam produtores e podem limitar o aproveitamento comercial da safra.

Chuvas, ventos e granizo provocam perdas localizadas

Na região administrativa de Santa Maria, lavouras de diversos municípios foram atingidas por temporais. O levantamento destaca os danos em Santiago, onde as perdas estimadas de 80% se referem às áreas afetadas, e não ao conjunto da produção estadual.

Também foram registrados casos de tombamento de plantas, principalmente nos locais com maior ocorrência de ventos. Essa condição dificulta a colheita e pode reduzir o rendimento.

Em algumas situações, o comprometimento das lavouras pode levar os produtores a destinar a cultura à cobertura do solo, em vez de colher os grãos.

Ferrugem compromete potencial produtivo em Maçambará

Na região administrativa de Bagé, a elevada severidade da ferrugem da folha preocupa em Maçambará. Segundo a Emater/RS-Ascar, a doença deve reduzir significativamente o potencial produtivo de algumas áreas.

O município possui 1.044 hectares de aveia-branca, dos quais 10% estão em maturação. Parte das lavouras já foi dessecada para dar lugar ao plantio de soja, diante da inviabilidade econômica da colheita dos grãos.

O cenário evidencia diferenças de sanidade dentro do estado, com áreas preservadas e outras fortemente afetadas por doenças fúngicas.

Qualidade dos grãos dificulta comercialização em Ijuí

Na região de Ijuí, mais da metade da área cultivada está no final do enchimento de grãos e avança para a maturação. Entretanto, a umidade prejudicou a qualidade dos lotes já colhidos.

Foram observados grãos com coloração escura, elevada acidez e peso do hectolitro (PH) inferior a 50. Essas características dificultam a comercialização para a indústria de alimentos.

Assim, além das possíveis perdas de rendimento, os produtores enfrentam restrições relacionadas ao padrão da matéria-prima entregue ao mercado.

Frederico Westphalen avança na colheita; Passo Fundo mantém boa sanidade

Em Frederico Westphalen, o desenvolvimento da cultura é considerado adequado. A colheita alcançou 15% da área, enquanto 55% estão em maturação e 30% em enchimento de grãos.

Na região de Passo Fundo, todas as lavouras acompanhadas estão em enchimento de grãos e apresentam boas condições sanitárias.

Já em Santa Rosa, uma parcela significativa dos cultivos ainda está no início da exposição das panículas. A expectativa é de maturação somente na segunda quinzena de outubro, embora as áreas semeadas mais cedo devam ser colhidas antes.

Soledade concentra lavouras em enchimento de grãos

Na região de Soledade, 92% das lavouras estão em enchimento de grãos, 4% no início da maturação, 3% em florescimento e 1% já foi colhida.

A sanidade varia entre as áreas: alguns cultivos apresentam ótimas condições, enquanto outros registram alta incidência de doenças fúngicas, especialmente ferrugens.

Apesar dessas diferenças, a Emater/RS-Ascar aponta bom padrão geral das lavouras na região. Os períodos de maior radiação solar têm favorecido a evolução da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

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