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Arroz

Setor do arroz em SC cobra redução de custos e regras estáveis do próximo governo

SindArroz-SC aponta tributação, logística e despesas trabalhistas como desafios para a indústria e defende uma política contínua de exportações.


Publicado em: 28/09/2026 às 13:00hs

Setor do arroz em SC cobra redução de custos e regras estáveis do próximo governo
Foto: SindArroz SC

A cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina quer que o próximo governo adote medidas para reduzir custos e dar mais previsibilidade a produtores e indústrias. Segundo o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), a pressão sobre as margens dificulta o planejamento das empresas e exige uma estratégia que considere produção, beneficiamento e comercialização do cereal.

O presidente da entidade, Walmir Rampinelli, aponta a insegurança jurídica e tributária entre os principais obstáculos do setor. Ele também relata aumento das demandas trabalhistas, que, em sua avaliação, eleva os custos e amplia as incertezas para as indústrias.

Tributação e transporte pesam na competitividade do arroz

Para Rampinelli, o custo total da atividade é o ponto central da pauta. Impostos, energia, despesas industriais e transporte afetam as condições de venda do produtor e a capacidade da indústria de beneficiar e distribuir o arroz.

O dirigente defende regras mais claras e estáveis para permitir decisões de investimento de longo prazo. Também considera necessária a melhoria da infraestrutura logística, já que o custo do transporte se reflete nas diferentes etapas da cadeia e pode chegar ao preço pago pelo consumidor.

Exportações podem ajudar a equilibrar o mercado

O fortalecimento das vendas externas é outra prioridade apresentada pelo SindArroz-SC. Na avaliação de Rampinelli, uma política de exportações contínua e planejada pode criar alternativas de comercialização, contribuir para o equilíbrio entre oferta e consumo interno e ampliar o valor obtido pelo produto brasileiro.

A entidade defende que as medidas para o arroz façam parte de um planejamento de longo prazo. Esse trabalho, segundo o dirigente, deve considerar a demanda nacional, o volume necessário para garantir o abastecimento, uma margem de segurança e as possibilidades de diversificação de culturas.

Para o SindArroz-SC, a articulação entre produtores, indústrias e governo é necessária para reduzir riscos e dar melhores condições de planejamento aos diferentes elos da cadeia.

Fonte: Portal do Agronegócio

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