Publicado em: 06/03/2026 às 11:20hs
Representantes do setor arrozeiro brasileiro solicitaram ao governo federal a adoção imediata de medidas para fortalecer a cadeia produtiva do arroz. O pedido foi apresentado durante reunião com o Ministro da Agricultura e Pecuária por dirigentes da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Cooperativa de Cereais de Camaquã (COOPACC).
Participaram do encontro os presidentes das entidades: Denis Dias Nunes, da Federarroz; Domingos Velho Lopes, da Farsul; e Volzear Longaray Júnior, da COOPACC. Na ocasião, as lideranças defenderam a adoção de políticas públicas e medidas administrativas voltadas à sustentabilidade econômica da produção de arroz no país.
De acordo com as entidades, o setor arrozeiro já apresenta sinais de um cenário econômico delicado. A combinação de fatores nacionais e internacionais tem pressionado a rentabilidade da atividade, criando um ambiente de incerteza para os produtores.
Segundo os dirigentes, sem a implementação de medidas estruturantes por parte do governo federal, a situação pode se agravar nos próximos meses, afetando diretamente a produção e toda a cadeia produtiva do arroz.
Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as entidades destacaram a importância estratégica da cultura do arroz para o país. O produto é considerado essencial tanto para a segurança alimentar quanto para a estabilidade de preços no mercado interno.
Por esse motivo, as organizações reforçam que garantir a viabilidade econômica da produção é uma questão de interesse público e fundamental para o abastecimento nacional.
Entre as propostas apresentadas ao governo federal estão ações voltadas ao apoio financeiro aos produtores e ao fortalecimento da regulação do mercado.
As entidades solicitam o alongamento das operações de custeio vinculadas a recibos de depósito referentes à safra 2025/2026. Também pedem a intensificação da fiscalização sobre a tipificação do arroz beneficiado comercializado no Brasil, especialmente em relação aos produtos importados, com o objetivo de garantir transparência ao consumidor.
Outra demanda é a destinação de recursos para instrumentos de apoio à comercialização no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), com a utilização de mecanismos como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO).
Na avaliação das entidades, a adoção dessas ações é fundamental para preservar a sustentabilidade econômica da produção arrozeira no Brasil.
Os dirigentes destacam que as medidas também são importantes para evitar a redução da área cultivada e assegurar a continuidade do abastecimento interno de um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros.
As demandas apresentadas ao Ministério da Agricultura fazem parte de um conjunto de iniciativas divulgadas recentemente pelas entidades na defesa do setor arrozeiro.
O objetivo das propostas é garantir melhores condições de produção, comercialização e estabilidade econômica para os produtores de arroz no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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