Publicado em: 18/03/2026 às 13:40hs
Os preços do arroz em casca seguem firmes no Brasil, impulsionados pelo aumento da demanda por arroz beneficiado tanto no atacado quanto no varejo.
Esse movimento elevou a necessidade de compra de matéria-prima por parte das indústrias, sustentando a valorização do produto, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.
Na parcial de março, até o dia 18, o Indicador CEPEA/IRGA registra alta superior a 5%, refletindo o cenário de maior procura e oferta restrita.
Apesar da valorização dos preços, a liquidez no mercado ainda é considerada limitada. Segundo pesquisadores do Cepea, esse comportamento está diretamente ligado à postura mais cautelosa dos produtores.
Muitos vendedores seguem retraídos, aguardando melhores condições de mercado, o que reduz a disponibilidade de produto no mercado spot e sustenta o viés de alta nas cotações.
Outro fator que influencia o mercado é o ritmo mais lento da colheita em algumas regiões produtoras, o que contribui para a menor oferta no curto prazo.
Além disso, o ambiente de incerteza, marcado pela alta dos custos e pelo cenário geopolítico internacional, tem levado agentes a adotarem uma postura mais conservadora nas negociações.
Diante da escassez de produto disponível, algumas indústrias têm aumentado suas ofertas mais de uma vez na tentativa de atrair vendedores e garantir o abastecimento.
Esse movimento reforça a tendência de valorização do arroz em casca e evidencia a disputa pela matéria-prima no mercado interno.
O avanço expressivo dos preços do diesel também tem gerado preocupação entre os agentes do setor.
Com receio de novos aumentos nos custos logísticos, parte das indústrias de beneficiamento tem intensificado a recomposição de estoques, antecipando compras para evitar impactos maiores no futuro.
O conjunto de fatores — demanda aquecida, oferta limitada, colheita lenta e custos elevados — deve manter os preços do arroz firmes no curto prazo.
A evolução da colheita e o comportamento dos custos logísticos serão determinantes para o direcionamento do mercado nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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