Publicado em: 08/04/2024 às 11:40hs
Ao longo desta semana, o mercado brasileiro de arroz enfrentou uma movimentação limitada, com os preços permanecendo estáveis. Esta estabilidade reflete a cautela dos participantes do mercado diante das incertezas climáticas persistentes.
O analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, apontou que um dos principais fatores de preocupação foi a irregularidade climática no Sul do país. As chuvas de granizo na região central do Rio Grande do Sul, por exemplo, causaram danos às plantações, retardando a colheita. Esta situação se agrava devido ao atraso das plantações, já prejudicadas por adversidades climáticas anteriores.
O fenômeno El Niño levou alguns engenhos em Santa Catarina a adquirirem grandes volumes de arroz para suprir a demanda até o final do ano, aumentando a preocupação com a oferta futura. A previsão de novas chuvas na região aumenta o risco de perdas adicionais, especialmente porque muitas lavouras ainda estão em estágio vulnerável.
Apesar do interesse das tradings impulsionado pela valorização do dólar, as transações no mercado interno e exportações foram limitadas devido à falta de atratividade dos preços e aos prazos de pagamento desfavoráveis.
Na região de São Borja (RS), os preços variam entre R$ 95,00 e R$ 104,00 por saca de 50 quilos, enquanto no Maranhão, oscilam entre R$ 96,00 e R$ 118,00 por saca de 60 quilos. No mercado internacional, os preços do arroz beneficiado nos principais países produtores apresentaram queda, com o Paraguai cotado em torno de US$ 590 por tonelada FOB, Uruguai em US$ 690 por tonelada FOB, e Argentina entre US$ 660 e US$ 670 por tonelada FOB.
Fonte: Portal do Agronegócio
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