Publicado em: 25/03/2026 às 12:00hs
O mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue enfrentando dificuldades, mesmo diante da recente recuperação nos preços. De acordo com o Cepea, a combinação de custos elevados, margens negativas e incertezas quanto a medidas de apoio ao setor continua limitando o ritmo das negociações.
Apesar da valorização recente do arroz, o mercado gaúcho ainda registra baixa liquidez. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços atuais não são suficientes para garantir rentabilidade aos produtores, o que reduz o interesse em comercializar grandes volumes.
Esse cenário mantém o mercado travado, com poucos negócios efetivados.
Os altos custos de produção e de logística seguem como entraves importantes. A elevação do preço do diesel e o consequente aumento no valor dos fretes têm dificultado o escoamento da produção.
Diante desse contexto, parte dos compradores tem priorizado a aquisição de arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, evitando custos adicionais com transporte.
Do lado da oferta, os produtores mantêm uma postura mais retraída, aguardando melhores condições de mercado para avançar com as vendas.
A estratégia reflete a tentativa de evitar prejuízos, uma vez que as margens seguem negativas mesmo com a recente alta das cotações.
Diante das dificuldades enfrentadas pelo setor, entidades representativas intensificaram as articulações junto ao governo. Entre elas estão a Federarroz e a Farsul.
Um dos principais pontos em discussão é o cronograma de pagamento do custeio da safra 2025/26, atualmente dividido em até quatro parcelas.
As entidades defendem a ampliação do parcelamento para até oito meses. A proposta visa reduzir a pressão sobre os produtores no período de maior oferta, quando os preços tendem a ser mais baixos.
Com isso, a expectativa é melhorar o fluxo de comercialização e dar maior fôlego financeiro ao setor.
O cenário segue desafiador no curto prazo, com a liquidez dependente de fatores como redução de custos, melhora nas margens e definição de políticas de apoio.
Enquanto isso, produtores e compradores permanecem cautelosos, mantendo o ritmo lento de negociações no principal estado produtor do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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