Arroz

Mercado de arroz segue travado no RS com baixa liquidez e forte queda nas exportações brasileiras

Com demanda enfraquecida e pressão sobre os preços, setor arrozeiro enfrenta ritmo lento de comercialização mesmo com avanço da colheita


Publicado em: 13/05/2026 às 12:00hs

Mercado de arroz segue travado no RS com baixa liquidez e forte queda nas exportações brasileiras

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul continua operando em ritmo lento, marcado por baixa liquidez, demanda enfraquecida e retração nas exportações brasileiras. Mesmo com o avanço da colheita da safra 2025/26 e o aumento pontual da oferta por parte dos produtores, a comercialização permanece limitada no principal estado produtor do país.

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o ambiente segue pressionado ao longo de toda a cadeia produtiva, refletindo tanto a menor demanda pelo arroz beneficiado no mercado interno quanto a desaceleração dos embarques brasileiros.

Oferta aumenta, mas mercado segue travado

Pesquisadores do Cepea apontam que parte dos produtores ampliou a oferta nas últimas semanas devido à necessidade de capitalização e à continuidade da colheita da nova safra.

Apesar disso, o mercado segue com poucos negócios efetivamente concretizados, já que compradores mantêm postura cautelosa diante da demanda doméstica mais fraca e do cenário de preços pressionados.

A combinação entre maior disponibilidade de arroz em casca e consumo interno mais lento reduz o ritmo das negociações e limita reações mais consistentes nas cotações.

Exportações brasileiras de arroz despencam em abril

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram forte retração nos embarques brasileiros de arroz em abril.

O Brasil exportou 78,79 mil toneladas no mês, registrando o menor volume desde fevereiro de 2025.

O resultado representa queda de 67,27% em relação a março e retração de 6,04% frente ao mesmo período do ano passado.

Segundo analistas do Cepea, o desempenho mais fraco das exportações contribuiu diretamente para ampliar a pressão sobre o mercado interno, reduzindo o escoamento da produção nacional.

Volume acumulado ainda supera anos anteriores

Apesar da desaceleração registrada em abril, o desempenho acumulado das exportações brasileiras em 2026 segue acima dos anos anteriores.

Nos quatro primeiros meses do ano, o volume embarcado já supera todo o total exportado durante o primeiro semestre de 2024 e também de 2025.

No acumulado de 12 meses, os embarques brasileiros de arroz somam 1,98 milhão de toneladas, evidenciando a relevância do cereal brasileiro no mercado internacional, mesmo diante das oscilações recentes.

Setor monitora demanda e ritmo da safra

O mercado segue atento ao avanço da colheita no Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional de arroz.

Ao mesmo tempo, produtores acompanham a evolução da demanda doméstica e das exportações, fatores considerados fundamentais para definir o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Com oferta mais elevada neste período do ano e ritmo lento de comercialização, o setor mantém cautela diante do cenário atual do mercado arrozeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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