Publicado em: 20/02/2026 às 18:20hs
O mercado brasileiro de arroz segue em estabilidade relativa, com preços mantendo uma faixa de negociação limitada, segundo análise do consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
De acordo com o especialista, a cotação do arroz tem se sustentado quase que exclusivamente pela restrição de oferta disponível. “O arroz permanece concentrado nas mãos de produtores capitalizados, sem urgência de venda, enquanto o arroz velho praticamente não circula no mercado físico”, explica Oliveira.
O arroz novo começa a chegar às prateleiras, mas em volumes ainda insuficientes para formar referência confiável de preços. Além disso, grande parte da produção já está comprometida por adiantamentos e contratos futuros, reduzindo ainda mais a oferta livre e mantendo a liquidez baixa.
Atualmente, o mercado segue com a saca de 50 quilos de arroz em casca cotada entre R$ 50 e R$ 55, na maioria das regiões. Tentativas de negócios acima dessa faixa têm caráter pontual, ligadas principalmente à reposição operacional, sem sustentação estrutural.
“A indústria demonstra forte resistência diante da dificuldade de repasse de preços no fardo, cujas referências seguem distorcidas. Movimentos recentes de alta são interpretados mais como ilusões de reação do que como fluxo comercial robusto”, ressalta Oliveira.
O câmbio ainda fraco limita a competitividade externa do arroz brasileiro, restringindo a atuação do país no mercado internacional.
Segundo dados da SECEX/MDIC até a segunda semana de fevereiro, as exportações brasileiras de arroz somaram:
As importações registraram:
Esses números mostram que o mercado externo mantém fluxo moderado, sem alterar significativamente a dinâmica interna de preços.
No Rio Grande do Sul, referência nacional para o grão, a saca de 50 quilos de arroz (58/62% grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 54,93, alta de 0,45% em relação à semana anterior.
Na comparação com o mesmo período do mês passado, houve avanço de 4,51%, enquanto em relação a 2025, a desvalorização acumulada atingiu 43,27%, refletindo o impacto de safras anteriores e a dinâmica de mercado concentrada.
Fonte: Portal do Agronegócio
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