Publicado em: 26/05/2026 às 18:20hs
O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou sua Cooperativa (Pepro), realizado nesta terça-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento, negociou aproximadamente 119,7 mil toneladas de arroz em casca. A operação movimentou mais de R$ 21 milhões e foi considerada positiva pelo setor arrozeiro do Rio Grande do Sul.
O volume comercializado corresponde à maior parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas no certame, reforçando a utilização dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização em um momento de pressão sobre os preços do arroz no mercado interno.
Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Denis Dias Nunes, o índice de negociação registrado no leilão ficou entre os melhores já observados em operações desse tipo.
“O resultado demonstra forte participação das regiões produtoras e evidencia a importância do mecanismo para garantir liquidez ao produtor rural”, destacou o dirigente.
De acordo com a Federarroz, a Zona Sul do Rio Grande do Sul apresentou ágio nas negociações, reflexo da expectativa positiva do mercado em relação aos instrumentos de apoio ao escoamento da produção.
A avaliação do setor é de que o Pepro contribui diretamente para reduzir os estoques elevados no Estado, além de melhorar as condições de comercialização em meio ao cenário de preços pressionados.
O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz e concentra grande parte dos estoques disponíveis da atual safra, fator que mantém atenção do mercado quanto à necessidade de políticas de sustentação ao produtor.
Além do Pepro, o presidente da Federarroz destacou a importância do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), mecanismo utilizado principalmente nas regiões da Campanha e da Depressão Central gaúcha.
Segundo ele, a ferramenta permite que a indústria pague o preço mínimo ao produtor e posteriormente receba compensação financeira por meio do programa federal.
“O PEP ajuda a melhorar a remuneração do produtor em um momento em que o mercado interno ainda opera abaixo dos níveis considerados ideais para o setor”, explicou Denis Dias Nunes.
Apesar das discussões sobre possíveis impactos dos mecanismos na dinâmica do mercado, representantes do setor defendem que as operações são necessárias para garantir liquidez e reduzir os efeitos do excesso de oferta no mercado interno.
A avaliação é de que os programas de apoio à comercialização ajudam a minimizar perdas financeiras dos arrozeiros, especialmente em um cenário de estoques elevados e margens pressionadas pela retração dos preços.
Com a comercialização avançando de forma mais lenta em algumas regiões produtoras, o setor segue atento às próximas medidas de apoio que possam contribuir para o equilíbrio do mercado de arroz no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias