Publicado em: 14/05/2026 às 11:25hs
O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (13), negociou cerca de 39,4 mil toneladas de arroz com casca, movimentando aproximadamente R$ 7,5 milhões.
Ao todo, foram ofertadas mais de 140,4 mil toneladas do cereal produzido no Rio Grande do Sul, além de outras 36,5 mil toneladas originárias de Santa Catarina.
O mecanismo do Pepro é utilizado pelo governo federal para apoiar a comercialização agrícola, garantindo maior equilíbrio de preços ao produtor rural em momentos de pressão sobre o mercado.
Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Denis Dias Nunes, o resultado do leilão ficou dentro das expectativas do setor.
De acordo com ele, as regiões que já haviam participado da primeira operação, realizada no início do mês, ampliaram agora o volume negociado.
“Como a região da Zona Sul e a Planície Costeira Interna não participaram novamente deste leilão, as demais regiões acabaram complementando parte da comercialização”, afirmou o dirigente.
Apesar da comercialização parcial do volume ofertado, o setor segue atento ao cenário internacional.
Segundo Denis Nunes, a demanda externa permanece enfraquecida, fator que limita a realização de novos negócios e reduz o ritmo das negociações no mercado arrozeiro.
A ausência de arroz proveniente da Zona Sul e da Planície Costeira Interna também gerou preocupação entre representantes da cadeia produtiva.
As duas regiões não participaram do primeiro leilão de Pepro, realizado no último dia 5, e havia expectativa de inclusão nesta nova operação da Conab.
O Programa de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural é uma das ferramentas utilizadas pelo governo federal para apoiar a renda agrícola e garantir o escoamento da produção em períodos de excesso de oferta ou queda nos preços.
Na prática, o mecanismo concede um prêmio financeiro ao produtor ou cooperativa que comercializa o produto dentro das regras estabelecidas no edital.
O objetivo é reduzir desequilíbrios regionais, estimular o fluxo de comercialização e minimizar impactos sobre a renda dos arrozeiros.
O mercado de arroz segue pressionado por fatores como:
Diante desse cenário, entidades do setor avaliam que novos mecanismos de apoio à comercialização poderão ser necessários para garantir maior estabilidade ao mercado arrozeiro brasileiro nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
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