Publicado em: 10/06/2024 às 09:40hs
Nesta semana, o mercado de arroz esteve em foco devido ao leilão promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a importação de 300 mil toneladas de arroz beneficiado. Após intensa disputa jurídica, a operação ocorreu na quinta-feira, resultando na negociação de 263,3 mil toneladas.
Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, descreveu o mercado atual como confuso, incerto e desanimado. “A liberação do leilão aumentou as preocupações no setor”, afirma. “Houve cancelamentos de negócios por parte dos vendedores, que esperavam adquirir o produto subsidiado a preços mais baixos, impactando imediatamente a dinâmica de negociação”, acrescenta.
Oliveira também observou que não foi possível identificar uma ligação direta dos compradores com a cadeia produtiva do arroz. “Participantes de estados como Tocantins, Paraná e Santa Catarina não tiveram sucesso em suas ofertas”, relata.
Edegar Pretto, presidente da Conab, mencionou a politização do leilão e as ações judiciais que tentaram impedir a operação. Segundo ele, o objetivo do leilão era garantir acesso mais fácil e barato ao arroz para a população. “Aqueles que se opuseram ou não entenderam a iniciativa ou viram uma oportunidade de fazer oposição”, afirmou.
Pretto destacou que toda a documentação está em conformidade com a legislação. “Questionaram se a ação era precipitada. Precipitado era o preço subir mais de 19% em um mês, como aconteceu em Santa Catarina. Em algumas regiões, o aumento foi de 100%. O governo precisava agir para garantir a segurança alimentar e combater a fome. Tínhamos plena certeza da legalidade da operação”, justificou.
Apesar das turbulências, a semana registrou preços praticamente estáveis. A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) foi cotada a R$ 120,73 no dia 6, um aumento de 0,06% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, houve uma alta de 11,09%, e um aumento de 48,49% em relação ao mesmo período de 2023.
Fonte: Portal do Agronegócio
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