Publicado em: 04/03/2024 às 11:10hs
O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de fevereiro em um cenário de tranquilidade, marcado por preços nominais e volumes limitados da safra 2023/24 disponíveis para comercialização.
Segundo o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, a colheita das primeiras variedades está em andamento, com o pico da safra previsto para meados de março. Neste contexto, o varejo adquire arroz de maneira cautelosa, gerenciando seus estoques e aguardando por preços mais competitivos.
Uma das principais incertezas enfrentadas atualmente está relacionada ao abastecimento interno em 2024. Oliveira destaca que, apesar de desafios como a produtividade questionável devido ao El Niño, as projeções indicam que a produção de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões do país será suficiente para atender à demanda doméstica.
O aumento da área plantada no Rio Grande do Sul, aliado à produção em outras regiões e às importações de países vizinhos, contribui significativamente para garantir o suprimento necessário. Oliveira ressalta que o avanço das exportações também impulsiona o mercado doméstico, ajudando a manter os preços em um patamar viável para os produtores. Com expectativas de preços firmes ao longo do ano, é previsto que o plantio de arroz continue crescendo em 2025.
A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista), principal referencial nacional, encerrou o dia 29 de fevereiro cotada a R$ 103,50, apresentando um recuo de 8,09% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, registrou uma queda de 17,26%, e um aumento de 23,09% quando comparado ao mesmo período de 2023.
Fonte: Portal do Agronegócio
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