Arroz

Dólar Alto Sustenta Preços do Arroz, mas Junho Apresenta Queda

Mercado de arroz no Brasil enfrenta baixa liquidez apesar da valorização cambial; expectativas para o Plano Safra são altas


Publicado em: 01/07/2024 às 10:30hs

Dólar Alto Sustenta Preços do Arroz, mas Junho Apresenta Queda

O mercado brasileiro de arroz atravessa um período de baixa liquidez e preços pouco alterados. “A oferta limitada do produto, juntamente com a disparada do câmbio, tem mantido os preços sustentados”, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira. Contudo, no acumulado de junho, a queda ainda é significativa.

Segundo Oliveira, diversos fatores estão impedindo um aumento expressivo nos preços do arroz: a esperada desvalorização no mercado externo no segundo semestre, a tendência de queda na demanda e a possibilidade de intervenção governamental. “A partir de setembro, o mercado internacional tende a ser mais baixista”, ressalta o analista.

No campo político, a expectativa é grande pela divulgação do Plano Safra, prevista para a primeira semana de julho. “Sendo a principal plataforma de crédito agrícola do país, é ansiosamente aguardado pelo setor agropecuário”, relata o consultor.

Os produtores, especialmente aqueles que sofreram perdas severas, esperam recursos substanciais, medidas estruturantes e um seguro rural robusto. “Os produtores de arroz mais afetados, principalmente na Região Central do Rio Grande do Sul, onde predominam pequenas propriedades e houve uma concentração de perdas devido às enchentes, esperam obter linhas de crédito com juros especiais e subsidiados, além de um seguro agrícola viável”, comenta Oliveira.

Essas medidas, conforme o analista, são essenciais para a recuperação e sustentabilidade da produção de arroz na região, evitando um potencial corte de área na próxima temporada.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no estado gaúcho (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) era cotada a R$ 113,28 nesta quinta-feira (27), apresentando um avanço de 0,57% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, ainda há uma queda de 6,39%. Quando comparado ao mesmo período de 2023, o avanço é de 38,72%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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