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Arroz

Conab realiza leilões para comprar até 96,4 mil toneladas de arroz nesta sexta-feira

Operações começam às 9h e preveem preços de até R$ 1,7482 por quilo; produtores e cooperativas devem observar cadastros, garantia de 5% e prazo de entrega


Publicado em: 24/09/2026 às 18:23hs

Conab realiza leilões para comprar até 96,4 mil toneladas de arroz nesta sexta-feira

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará nesta sexta-feira (25) dois leilões eletrônicos para comprar até 96,4 mil toneladas de arroz em casca da safra 2025/26.

O primeiro certame, correspondente ao Aviso nº 68/2026, começará às 9h e prevê a aquisição de até 57,4 mil toneladas. O segundo, regulamentado pelo Aviso nº 69/2026, será realizado após o encerramento da operação anterior e terá oferta máxima de 39 mil toneladas.

Os leilões ocorrerão na modalidade viva-voz pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), em Brasília, com conexão pela internet às Bolsas de Cereais, de Mercadorias e de Futuros.

Produtores e cooperativas podem participar

A venda poderá ser realizada por produtores rurais e cooperativas de produção constituídas por agricultores. Para participar, o interessado precisa estar cadastrado na Bolsa escolhida para representá-lo na operação.

Também será necessário manter situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Outra exigência é o registro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), além da apresentação dos documentos solicitados pela Bolsa responsável pela participação no leilão.

Conab define padrões de qualidade para o arroz

O produto ofertado deverá ser arroz em casca da safra 2025/26, da classe longo-fino, tipo 1 e com umidade máxima de 13%. A entrega deverá ocorrer a granel.

Os avisos estabelecem três faixas de rendimento de grãos inteiros. A primeira contempla lotes com rendimento entre 57% e 59%; a segunda, entre 60% e 62%; e a terceira, com rendimento igual ou superior a 63%.

As especificações aceitas variam conforme o lote e estão detalhadas nos anexos dos editais.

Preços de compra chegam a R$ 1,7482 por quilo

Os preços máximos foram definidos de acordo com o rendimento dos grãos e não incluem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Para o arroz com rendimento entre 57% e 59%, o limite será de R$ 1,5936 por quilo. Na faixa entre 60% e 62%, o preço máximo alcança R$ 1,6554 por quilo.

O maior valor, de R$ 1,7482 por quilo, será destinado ao produto com rendimento de grãos inteiros igual ou superior a 63%.

Entregas serão realizadas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Todos os lotes do Aviso nº 68/2026 deverão ser entregues em unidades armazenadoras localizadas no Rio Grande do Sul. Os municípios contemplados são Dom Pedrito, Rosário do Sul, Mata, Pelotas e São Borja.

No Aviso nº 69/2026, os locais de entrega ficam em São Borja e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e em Imbituba, Santa Catarina.

As quantidades destinadas a cada armazém, os endereços e os padrões de rendimento exigidos constam nos anexos dos respectivos avisos.

Arrematante deverá apresentar garantia de 5%

Após a conclusão do leilão, o vencedor terá de apresentar uma garantia correspondente a 5% do valor total da operação, já incluídos os tributos. Segundo a Conab, o prazo termina em 4 de outubro.

A garantia poderá ser constituída por caução em dinheiro, seguro-garantia ou carta de fiança bancária.

O descumprimento do prazo resultará no cancelamento da operação e na aplicação de multa equivalente a 5% do valor negociado.

Prazo para entrega termina em 27 de novembro

O arroz deverá ser entregue até 27 de novembro. A operação seguirá a modalidade CIF, na qual o fornecedor assume os custos de seguro, frete, carga, descarga e demais despesas previstas nos editais.

Antes de iniciar o envio, o vendedor deverá procurar o armazenador indicado no lote para organizar o planejamento diário de recebimento.

O pagamento será efetuado em até dez dias úteis após a aceitação do produto. A liberação dos recursos dependerá da conferência da quantidade, da avaliação da qualidade do arroz e do atendimento às exigências fiscais estabelecidas pela Conab.

Fonte: Portal do Agronegócio

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