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Arroz

Arroz volta à faixa de R$ 80 por saca e pode mudar planos de plantio no Mercosul

Preços mais firmes e novas condições de financiamento levam produtores a reavaliar a área da safra 2026/27, mas custos e margens ainda pesam na decisão


Publicado em: 28/09/2026 às 10:30hs

Arroz volta à faixa de R$ 80 por saca e pode mudar planos de plantio no Mercosul

A recuperação do preço do arroz para a faixa de R$ 80 por saca pode levar produtores a rever as intenções de plantio da safra 2026/27. No Rio Grande do Sul, a primeira estimativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) apontou área de 861,8 mil hectares, queda de 3,4%. Desde então, a melhora das cotações, o papel das exportações e os sinais de maior disponibilidade de crédito alteraram parte das condições consideradas naquela projeção.

Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia do arroz, as decisões iniciais foram tomadas em um cenário de margens apertadas, produtores descapitalizados e financiamento escasso e caro. Com o plantio ainda em andamento, parte da redução prevista pode ser reavaliada.

Crédito entra no cálculo da próxima safra de arroz

No Brasil, as contratações de crédito rural empresarial somaram R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/27. A Região Sul liderou em número de contratos. Para Cardoso, os dados indicam um ambiente de financiamento diferente daquele observado quando os produtores fizeram seus primeiros planos de plantio, embora não afastem as dificuldades de acesso nem o peso do custo do crédito.

No Uruguai, o Banco da República Oriental do Uruguai (BROU) anunciou aumento de até 20% nas linhas destinadas à nova safra. Um acordo entre governo, produtores e indústria também prevê um instrumento com potencial para mobilizar cerca de US$ 50 milhões, com financiamento de até US$ 500 por hectare.

Área plantada ainda depende da conta do produtor

A combinação de preços mais firmes, perspectivas de exportação e financiamento pode influenciar decisões no Brasil, no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. Isso, porém, ainda não confirma expansão da área: cada produtor precisará comparar a receita esperada com os custos de produção e as condições efetivas de crédito.

A questão para o mercado passa a ser quanto da redução de plantio inicialmente planejada será mantida quando as decisões da safra 2026/27 estiverem concluídas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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