Publicado em: 20/03/2026 às 19:00hs
O mercado brasileiro de arroz continua em ritmo lento de comercialização, apesar de apresentar cotações sustentadas no campo. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o cenário reflete um equilíbrio entre a crescente oferta e mecanismos de escoamento relativamente ativos, mesmo com negócios limitados.
O avanço da colheita da safra 2025/26 em março contribuiu para o bom andamento das operações. O tempo firme nas áreas de produção permitiu melhor drenagem e redução da umidade dos grãos, diminuindo a necessidade de secagem e os custos operacionais, conforme aponta a Emater/RS.
As exportações são um dos principais fatores de suporte às cotações. Em março, o Brasil embarcou 161,4 mil toneladas de arroz em casca, retirando excedentes do mercado interno e ajudando a manter os preços aos produtores.
O destaque comercial foi o envio de arroz em casca para México e Venezuela, totalizando 85,9 mil toneladas. Além disso, 51,3 mil toneladas de arroz quebrado foram exportadas para países da África, fortalecendo o escoamento da produção brasileira.
No varejo, entretanto, os preços apresentam sinais de pressão em diversas capitais. A expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso limita a capacidade da indústria de pagar valores mais altos pela matéria-prima. Esse cenário contribui para a lentidão nos negócios no campo.
Os riscos logísticos permanecem como pontos de atenção. Problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia produtiva, influenciando rapidamente os preços do cereal.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mês anterior, houve avanço de 8,97%, enquanto que, em relação a 2025, a queda atingiu 25,90%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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