Publicado em: 03/05/2024 às 14:40hs
A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) participou de uma missão à China, entre os dias 15 e 19 de abril, para tratar de questões sanitárias e fitossanitárias relativas às negociações comerciais entre os dois países. A missão foi liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de avançar no diálogo para a abertura do mercado chinês ao arroz brasileiro.
A delegação brasileira participou de reuniões no contexto da Subcomissão de Temas Sanitários e Fitossanitários, parte das preparações para a agenda da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que é o principal mecanismo de diálogo entre Brasil e China.
A Abiarroz foi representada por Andressa Silva, diretora executiva, e Beatriz Sartori, gerente de exportação. Durante as reuniões, a associação destacou a alta qualidade do arroz brasileiro e ressaltou as práticas sustentáveis adotadas pelo setor. Além disso, a Abiarroz enfatizou o potencial do Brasil para suprir o mercado chinês, contribuindo para a segurança alimentar do país asiático.
A China possui uma cota de 2,66 milhões de toneladas para importação de arroz de grão longo fino. Como maior produtor mundial de arroz fora da Ásia, o Brasil tem capacidade para atender a essa demanda, tanto por ter condições de expandir a área plantada quanto por contar com capacidade ociosa na indústria orizícola.
A expectativa da Abiarroz é que as negociações avancem a tempo de um acordo fitossanitário ser assinado até o final deste ano, possivelmente durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, ou na reunião da Cosban em 2025. No entanto, o ritmo das negociações dependerá da análise técnica dos requerimentos enviados pelas autoridades chinesas no início de 2024, bem como do interesse da China no arroz brasileiro.
Com essa missão, a Abiarroz busca abrir um importante mercado para o arroz brasileiro, reforçando as relações comerciais entre Brasil e China e criando oportunidades para a indústria orizícola nacional. O desenvolvimento dessas negociações é crucial para a diversificação do mercado de exportação e para fortalecer a posição do Brasil como grande fornecedor de arroz para o mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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