Publicado em: 29/01/2026 às 14:00hs
A cidade de Capão do Leão (RS) se prepara para receber, entre os dias 24 e 26 de fevereiro, a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas. O evento, que se tornou um dos mais importantes do agronegócio gaúcho, será realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, e deve reunir mais de 21 mil visitantes, com representantes de 17 países e 18 estados brasileiros.
A coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (26) apresentou a programação oficial e destacou o papel estratégico da Abertura da Colheita como espaço de debate econômico, tecnológico e de perspectivas para a orizicultura nacional.
O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, destacou que o evento ocorre de forma ininterrupta há mais de três décadas, inclusive durante a pandemia.
“Já estamos na oitava edição consecutiva aqui na estação da Embrapa. Estamos formalizando um acordo para que o evento permaneça em Capão do Leão pelos próximos 10 anos”, revelou Dutra.
Segundo ele, a área do evento será ampliada em 2026, com 230 expositores confirmados e um crescimento expressivo na Feira da Agricultura Familiar, que contará com 20 estandes — três vezes mais que no ano anterior.
O diretor técnico do Senar-RS, Cláudio Rocha, lembrou que o encontro acontece em um momento desafiador para o setor orizícola, mas que também abre espaço para oportunidades.
“Precisamos buscar alternativas, e muitas delas estarão em debate aqui. É nesses momentos que surgem as melhores soluções”, afirmou.
Já o vice-presidente da Farsul, Fernando Rechsteiner, reforçou a importância da diversificação produtiva e comercial.
“O aumento da eficiência sem diversificar mercados pode reduzir a área plantada. Precisamos abrir novas frentes, como a produção de etanol a partir do arroz”, destacou.
Rechsteiner adiantou que o uso do arroz na produção de etanol será discutido em uma reunião da Câmara Setorial Nacional do Arroz durante o evento.
“Campanhas de consumo são importantes, mas precisamos ir além e encontrar novos destinos para o produto”, complementou.
Para o coordenador regional do Irga Zona Sul, Igor Kohls, a Abertura da Colheita consolidou-se como um espaço de inovação e demonstração tecnológica.
“O evento é referência para quem busca novidades em máquinas, insumos e sistemas produtivos. As vitrines de lavouras permitem que o produtor veja, na prática, a eficiência das tecnologias”, explicou.
Kohls ressaltou que esse perfil tecnológico é um dos principais fatores de crescimento do público ao longo dos anos.
O prefeito de Capão do Leão, Vilmar Schmitt, reforçou o papel das parcerias entre o poder público e as entidades do agro.
“Precisamos de um norte claro para saber onde queremos chegar. Fortalecer as parcerias é fundamental para o desenvolvimento do setor”, afirmou.
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que o tema da edição 2026 — “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado” — propõe um olhar mais amplo sobre os desafios do setor.
“Mais do que apresentar tecnologias, precisamos analisar conjunturas e preparar o produtor para as novas realidades do mercado”, disse Nunes.
O dirigente também abordou o potencial de exportação do arroz brasileiro para a União Europeia, após o recente acordo comercial.
“Há a possibilidade de exportar 60 mil toneladas inicialmente. O processo será gradual, mas acreditamos que, com o reconhecimento da qualidade e sustentabilidade do nosso produto, o consumo tende a crescer”, afirmou.
Com uma área total de 30 hectares, a 36ª edição da Abertura da Colheita contará com:
O evento é realizado pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site oficial: www.colheitadoarroz.com.br.
Fonte: Portal do Agronegócio
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