Publicado em: 20/05/2024 às 11:20hs
Enquanto a Bolsa de Nova York registrou uma queda no valor da pluma, os preços internos apresentaram alta. Os negócios nas praças de comercialização foram pontuais e tiveram influência direta nas cotações, conforme relatório da Safras Consultoria.
Na quinta-feira (16), a posição Julho/24, com maior número de contratos em aberto, encerrou com uma alta em relação à sessão anterior. Porém, a demanda por parte dos compradores não acompanhou esse aumento, resultando em um interesse menor nas negociações. O valor médio pago pelo algodão no polo industrial de São Paulo ficou em torno de R$ 3,87/libra-peso sem ICMS. Comparado à semana anterior, houve uma valorização de 0,78%, quando o preço estava em R$ 3,84/libra-peso. Entretanto, entre os dias 9 e 16, a posição julho/24 em Nova York registrou uma queda de 3%.
No FOB exportação de Santos, o algodão fechou esta quinta-feira (16) a 72,78 centavos de dólar, em comparação aos 72,04 centavos de dólar/libra-peso da semana passada. O prêmio pago pelo algodão brasileiro em relação ao contrato Julho/24 na Bolsa de Nova York ficou em -3,46 centavos/libra-peso, enquanto há uma semana estava em -6,56 centavos/libra-peso.
De acordo com o 8º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2023/24, a produção brasileira de algodão em pluma é estimada em 3,643 milhões de toneladas, representando um aumento de 14,8% em relação à safra anterior. A produtividade das lavouras está estimada em 1.876 quilos de algodão em pluma por hectare, com uma área plantada de 1,941 milhão de hectares, um aumento de 16,7% em comparação com a safra passada.
O estado do Mato Grosso, principal produtor, espera colher 2,638,8 milhões de toneladas, um aumento de 17,2% em relação à safra anterior. A Bahia, segundo maior produtor, prevê uma colheita de 669,0 mil toneladas, enquanto Goiás espera colher 56,5 mil toneladas. Esses números refletem o crescimento significativo da produção de algodão no país e sua importância para o mercado agrícola nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias