Publicado em: 21/12/2023 às 19:00hs
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulga os resultados da safra 2022/2023 do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), reconhecido internacionalmente pela FAO e diversas entidades. O ABR registrou um recorde de produção, totalizando 2,55 milhões de toneladas de pluma certificada, um expressivo aumento de 28% em comparação com a safra 2021/2022. Esse volume representa 82% da produção total de algodão no período, que alcançou 3,1 milhões de toneladas.
O ABR, iniciativa voluntária da Abrapa, visa promover a evolução progressiva das boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas de algodão brasileiras. Reconhecido internacionalmente, o programa conta com 183 itens de verificação antes da certificação e aborda oito critérios, incluindo contrato de trabalho, proibição do trabalho infantil e análogo a escravo, liberdade de associação sindical, segurança, saúde e meio ambiente do trabalho rural, desempenho ambiental e boas práticas agrícolas.
Na última safra, a produção certificada pelo ABR ocorreu em 374 fazendas, abrangendo 82 municípios em nove estados brasileiros. Sete das nove associações estaduais da Abrapa estiveram envolvidas no processo. A certificação socioambiental tem conquistado destaque, sendo o Brasil responsável por 37% de todo o algodão Better Cotton (BC) no ciclo 2022/2023, totalizando 5,4 milhões de toneladas de pluma.
Além do impacto ambiental positivo, as fazendas certificadas geraram 38 mil empregos formais na última safra, com 11% dessas posições ocupadas por mulheres e 500 por trabalhadores com deficiência física. A eficiência também se destaca, com a média de produtividade nas unidades produtivas ABR sendo 4,6% superior à média nacional na safra 2022/2023. Em julho de 2023, as fazendas ABR alcançaram uma produtividade de 1924 quilos de pluma por hectare, superando a média nacional estimada de 1.840 quilos de pluma por hectare. O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destaca o compromisso com a sustentabilidade como uma vantagem competitiva para o Brasil no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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