Publicado em: 26/01/2026 às 20:00hs
A StoneX, empresa global de serviços financeiros e inteligência de mercado, manteve inalterada sua projeção para a produção brasileira de algodão em janeiro de 2026. O volume estimado segue em 3,7 milhões de toneladas, o mesmo apresentado no relatório de dezembro.
Apesar da estabilidade mensal, o número representa redução de 11% em comparação à safra 2024/25, refletindo o ajuste na área plantada e as condições climáticas observadas nas principais regiões produtoras.
De acordo com o analista de mercado Raphael Bulascoschi, da StoneX, a consultoria monitora de perto a evolução da produtividade e confirma a redução de cerca de 110 mil hectares na área cultivada.
Essa retração, segundo ele, está alinhada à realidade do setor, que vem enfrentando custos mais altos e incertezas relacionadas ao clima e ao mercado internacional.
O ritmo de plantio do algodão tem se intensificado nas últimas semanas, impulsionado pela colheita da soja no Mato Grosso, que abre espaço para a implantação da segunda safra da pluma.
Embora o avanço seja mais acelerado que no mesmo período do ano passado, Bulascoschi ressalta que chuvas irregulares e atrasos no desenvolvimento inicial da soja ainda provocam lentidão pontual em algumas áreas.
A StoneX também confirmou que o Brasil encerrou 2025 com exportações de 3,03 milhões de toneladas de algodão, consolidando-se como o maior exportador mundial da fibra.
No balanço atualizado, a consultoria informou que não houve mudanças relevantes nos dados de oferta e demanda, apenas ajustes técnicos nas casas decimais referentes aos embarques da safra anterior.
Para 2026, a previsão é de mercado externo aquecido, com projeção de exportações próximas a 3 milhões de toneladas, sustentadas pela demanda da Ásia e Oriente Médio.
Nesta terça-feira (27), a StoneX lança a 34ª edição do Relatório de Perspectivas para Commodities, documento que apresenta uma análise detalhada sobre os mercados de grãos, energia, fertilizantes, metais, câmbio e soft commodities — grupo que inclui o algodão, açúcar e café.
O relatório, elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado com apoio de especialistas internacionais, prevê um cenário de tensões comerciais, incertezas monetárias e variações específicas em cada segmento até o início de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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