Publicado em: 16/01/2026 às 15:00hs
O mercado brasileiro de algodão encerrou a última semana sem grandes novidades, registrando poucas negociações e preços estáveis. Segundo informações da Safras Consultoria, as indústrias seguem operando de forma cautelosa, comprando apenas o necessário para atender à demanda imediata — o chamado movimento “da mão para a boca”.
No mercado spot, o algodão colocado em São Paulo foi negociado em torno de R$ 117,06 por arroba (equivalente a R$ 3,54/libra-peso), valor idêntico ao da semana anterior. Em Rondonópolis (MT), as negociações ocorreram a cerca de R$ 110,69 por arroba, refletindo a estabilidade nas cotações internas, mesmo com a variação nos preços internacionais em Nova York.
De acordo com o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta semana, a produção brasileira de algodão em pluma na temporada 2025/26 está estimada em 3,818 milhões de toneladas, representando uma queda de 6,3% em relação às 4,076 milhões de toneladas colhidas em 2024/25.
A produtividade média também deve registrar retração, passando de 1.954 kg/ha na safra anterior para 1.884 kg/ha. Além disso, a área plantada com algodão no país tende a recuar 2,8%, somando 2,026 milhões de hectares, frente aos 2,085 milhões cultivados no ciclo passado.
O Mato Grosso, maior produtor de algodão do Brasil, deve colher 2,637 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/26, o que representa um recuo de 7,5% em relação às 2,852 milhões de toneladas da temporada 2024/25.
A Bahia, segundo principal estado produtor, deve alcançar 803,3 mil toneladas, queda de 4,2% sobre o ciclo anterior (838,4 mil toneladas). Em Goiás, a colheita está prevista em 54,6 mil toneladas, redução de 1,1% frente às 55,2 mil toneladas da safra passada.
Com o ritmo lento de negócios e a previsão de menor oferta nacional, o mercado tende a encontrar um ponto de equilíbrio nos próximos meses. A estabilidade dos preços indica que as indústrias estão ajustando seus estoques com cautela, acompanhando as variações externas e o desempenho das exportações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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