Publicado em: 04/02/2026 às 12:00hs
O mercado brasileiro de algodão em pluma iniciou o ano com ritmo lento de negócios, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A movimentação reduzida refletiu a retomada gradual das atividades após o período de fim de ano e o descompasso entre compradores e vendedores em relação aos preços praticados.
De acordo com o Cepea, muitos produtores concentraram seus esforços na semeadura e no desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26, o que limitou a disposição para realizar novas vendas. Essa postura mais cautelosa contribuiu para a redução da oferta no mercado físico, sustentando os preços internos em parte do mês.
Do lado da demanda, as indústrias têxteis optaram por utilizar estoques próprios ou volumes previamente contratados, evitando novas aquisições diante da volatilidade das cotações. Essa estratégia manteve o mercado com menor volume de transações, mas não impediu a valorização média no período.
Embora o algodão tenha acompanhado a queda das cotações internacionais em alguns momentos do mês, os valores domésticos se recuperaram com o posicionamento firme dos vendedores. Essa resistência foi determinante para a sustentação do mercado interno.
Segundo o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias), o preço médio do algodão em pluma atingiu R$ 3,5101 por libra-peso em janeiro, o que representa alta de 1,08% em relação a dezembro de 2025.
Com a safra 2025/26 em desenvolvimento, o mercado segue atento às condições climáticas e à evolução das lavouras, fatores que devem influenciar a oferta nos próximos meses. A expectativa é de que o ritmo de comercialização se intensifique à medida que os produtores concluam o plantio e as indústrias retomem as compras em maior escala.
Fonte: Portal do Agronegócio
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