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Algodão

Preço do algodão recua em setembro com pressão externa e demanda doméstica limitada

Queda das cotações internacionais e da paridade de exportação pesou sobre a pluma, mas média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi a maior, em termos reais, desde junho de 2025


Publicado em: 07/10/2026 às 12:00hs

Preço do algodão recua em setembro com pressão externa e demanda doméstica limitada

Os preços do algodão em pluma caíram no mercado brasileiro no acumulado de setembro, pressionados pela desvalorização internacional e pela redução da paridade de exportação, especialmente na segunda quinzena. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a demanda doméstica limitada também restringiu as negociações.

Apesar da queda ao longo do mês, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi a mais elevada, em termos reais, desde junho de 2025. O resultado distingue o movimento de retração das cotações durante setembro do patamar médio registrado no período.

Indústrias priorizam estoques e compras de curto prazo

No mercado interno, compradores concentraram as aquisições em volumes necessários para atender às demandas imediatas. As indústrias seguiram utilizando estoques e matéria-prima contratada anteriormente, diminuindo o interesse por novos lotes no mercado spot.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, esse comportamento levou parte dos vendedores a flexibilizar as ofertas para viabilizar negócios. A menor disposição de compra manteve limitada a demanda por algodão disponível para entrega imediata.

Contratos a termo orientam comercialização

Ao longo de setembro, os agentes priorizaram o cumprimento de contratos a termo destinados tanto ao mercado doméstico quanto ao externo.

Com parte das operações voltada à entrega de volumes já negociados, as novas compras no mercado spot permaneceram condicionadas às necessidades de curto prazo das indústrias.

Exportações mantêm bom ritmo

As exportações brasileiras de algodão continuaram apresentando bom ritmo, segundo o Cepea. Ainda assim, a queda dos preços internacionais e da paridade de exportação pressionou as referências domésticas.

O mercado encerrou setembro, portanto, com retração das cotações da pluma, em um cenário de demanda interna cautelosa e prioridade ao cumprimento dos compromissos comerciais já estabelecidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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