Publicado em: 27/01/2026 às 10:40hs
O plantio da segunda safra de algodão ganhou força nos últimos dias, impulsionado pelo avanço da colheita da soja em Mato Grosso — principal estado produtor da fibra no país. A liberação das áreas agrícolas tem permitido maior ritmo na semeadura, embora ainda haja regiões com lentidão pontual, devido à irregularidade das chuvas e aos atrasos na colheita da soja, que interferem diretamente no calendário da cultura.
Segundo o relatório de janeiro da StoneX, empresa global de serviços financeiros e análise de mercado, o cenário atual indica estabilidade nas projeções de produção, com expectativa de 3,7 milhões de toneladas de algodão para a safra 2025/26, mesmo volume estimado em dezembro.
Apesar da manutenção na estimativa total de produção, a consultoria aponta uma queda de 11% em relação à safra anterior (2024/25). O recuo está associado à redução de cerca de 110 mil hectares na área cultivada em todo o país.
Essa diminuição, segundo a StoneX, reflete uma estratégia dos produtores diante das condições econômicas e agronômicas atuais — especialmente o aumento dos custos de produção e a necessidade de ajustes logísticos e financeiros após um ciclo de forte investimento.
Ainda assim, a consultoria avalia que o cenário é compatível com a capacidade produtiva da cultura e que a atenção à produtividade nas lavouras pode garantir resultados equilibrados no fechamento da safra.
Com destaque nacional, Mato Grosso segue como o maior polo produtor de algodão do Brasil, respondendo por mais de 60% da produção nacional. O estado apresenta avanços consistentes no plantio, que tem ocorrido de forma mais acelerada em relação ao mesmo período do ano anterior.
A tendência, de acordo com analistas, é que o ritmo se mantenha firme nas próximas semanas, à medida que mais áreas sejam liberadas após a colheita da soja.
No cenário de oferta e demanda, o relatório da StoneX indica estabilidade, sem mudanças relevantes nos fundamentos do mercado. Os embarques da safra passada passaram apenas por ajustes técnicos, sem impacto sobre o total exportado.
As exportações brasileiras de algodão em 2025 foram confirmadas em 3,03 milhões de toneladas, consolidando o país como líder mundial nas exportações da fibra. Para 2026, a consultoria prevê continuidade no ritmo de exportações, com volume estimado em 3,0 milhões de toneladas.
Esse desempenho reforça a importância da segunda safra para o equilíbrio do setor, tanto na sustentação da oferta interna quanto na manutenção da competitividade internacional do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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