Publicado em: 13/02/2026 às 17:00hs
O mercado brasileiro de algodão encerrou a semana com baixa liquidez e preços estáveis, refletindo um cenário de oferta limitada e demanda contida. Segundo análise da Safras Consultoria, os compradores continuam atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para atender à produção imediata.
Mesmo após a desvalorização da pluma na Bolsa de Nova York (ICE) na quinta-feira (5), os preços internos não apresentaram alterações relevantes.
Na São Paulo, a pluma destinada à indústria manteve-se cotada a R$ 3,53 por libra-peso (sem ICMS), valor idêntico ao registrado na semana anterior. Em Rondonópolis, a cotação paga ao produtor também seguiu estável, em R$ 3,32 por libra-peso, equivalente a R$ 109,94 por arroba.
De acordo com analistas, essa estabilidade indica que o mercado doméstico segue equilibrado, ainda que com movimentações reduzidas e negociações pontuais.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda, mantendo a projeção de produção de algodão norte-americano em 13,92 milhões de fardos para a temporada 2025/26, o mesmo valor estimado em janeiro. A safra anterior (2024/25) havia alcançado 14,41 milhões de fardos.
As exportações dos Estados Unidos foram ajustadas levemente para 12 milhões de fardos, ante 12,2 milhões previstos no relatório anterior, enquanto o consumo interno permaneceu estimado em 1,6 milhão de fardos. Com isso, os estoques finais foram revisados para 4,4 milhões de fardos, acima dos 4,2 milhões projetados em janeiro.
No cenário mundial, o USDA elevou a projeção de produção global de algodão para 119,86 milhões de fardos, ante 119,43 milhões estimados no mês anterior. O volume supera os 118,54 milhões registrados na safra 2024/25.
As exportações globais devem alcançar 43,71 milhões de fardos, praticamente estáveis frente aos 43,77 milhões previstos anteriormente. Já o consumo mundial foi ajustado para 118,72 milhões de fardos, ligeiramente abaixo dos 118,92 milhões estimados em janeiro.
Os estoques finais globais foram revisados para 75,11 milhões de fardos, também acima do relatório anterior (74,48 milhões).
Entre os principais produtores, o USDA projeta que a China colherá 35 milhões de fardos na temporada 2025/26, ante 34,5 milhões estimados em janeiro. O Paquistão deve manter produção de 5 milhões de fardos, e o Brasil segue com previsão de 18,75 milhões de fardos, sem alterações em relação ao mês anterior.
A Índia, por sua vez, deve colher 23,5 milhões de fardos em 2025/26, repetindo a projeção de janeiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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