Publicado em: 29/04/2024 às 11:30hs
A demanda doméstica por algodão no Brasil se manteve voltada tanto para o mercado disponível quanto para o futuro, mas sem grandes volumes de negociação. Enquanto as tradings negociavam contratos para a safra 2024/25, a indústria operava com compras de menor escala, conforme relatou a Safras Consultoria.
O preço da pluma doméstica apresentou uma leve alta durante a semana, encerrando a quinta-feira (25) a R$ 4,00 por libra-peso (sem ICMS) no CIF de São Paulo, um aumento de 1,27% em relação ao valor da semana anterior. O algodão para exportação FOB no porto de Santos também registrou aumento, chegando a 75,22 centavos de dólar por libra-peso, comparado aos 73,02 centavos de dólar da semana anterior.
Essa elevação nos preços resultou em um prêmio mais apertado para o algodão brasileiro na Bolsa de Nova York, com o contrato para julho de 2024 apresentando um valor negativo de -5,86 centavos por libra-peso. Uma semana antes, esse valor era de -7,59 centavos por libra-peso contra a ICE US.
Em relação ao custo operacional efetivo para a safra de algodão 2024/25, o projeto Acapa-MT divulgou um relatório que mostra uma leve redução de 0,22% em março de 2024, comparado ao mês anterior, com um custo estimado em R$ 13.408,01 por hectare. Comparando com a safra 2023/24, a queda foi de 2,09%.
O fator que contribuiu para essa diminuição foi a redução de 0,47% nos custos com fertilizantes e corretivos, em especial os macronutrientes, que tiveram uma queda de 0,45% em relação a fevereiro de 2024. Entre as safras de 2023/24 e 2024/25, a principal razão para a redução nos custos foi o menor gasto com operações de pós-produção, como classificação e beneficiamento, que registraram uma queda significativa de 49,75%.
Para que os produtores de algodão possam cobrir seu Custo Operacional Efetivo (COE), considerando a produtividade da safra 2023/24, é necessário negociar a pluma por pelo menos R$ 113,39 por arroba. Essas informações foram fornecidas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Assim, a tendência do mercado de algodão no Brasil continua sendo de negociação moderada, com variações nos custos operacionais e oscilações nos preços. Os dados refletem uma demanda doméstica estável, porém sem volumes expressivos, e a busca por preços que sustentem a viabilidade dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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