Publicado em: 12/01/2026 às 10:40hs
O mercado doméstico de algodão começou o ano com preços firmes, contrariando o movimento de baixa registrado na Bolsa de Nova York. Segundo dados da Safras Consultoria, as negociações no Brasil seguem em ritmo moderado, com transações pontuais e de curto prazo — conhecidas no setor como “da mão para a boca”.
Em São Paulo, o preço do algodão posto na indústria foi cotado a R$ 3,54 por libra-peso, com leve alta semanal de 0,57%. Já em Rondonópolis (MT), a pluma atingiu R$ 110,67 por arroba (ou R$ 3,35/libra-peso), um acréscimo de R$ 0,60 por arroba em relação à semana anterior, quando o produto era negociado a R$ 110,07 por arroba.
As exportações de algodão do Brasil encerraram dezembro em alta, reforçando o bom desempenho do setor no fim de 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 452,49 mil toneladas do produto no mês, o que representa uma média diária de 20,57 mil toneladas.
A receita totalizou US$ 707,37 milhões, com média diária de US$ 32,15 milhões. Comparando com o mesmo período de 2024, houve aumento de 28,2% no volume diário exportado e crescimento de 14,2% na receita média diária, demonstrando maior competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.
Nos Estados Unidos, principal referência global do setor, o volume de vendas líquidas de algodão upland foi moderado na virada do ano. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas referentes à temporada 2025/26, iniciada em 1º de agosto, somaram 98 mil fardos na semana encerrada em 1º de janeiro.
Além disso, já foram registrados 22,5 mil fardos para a safra 2026/27, sinalizando continuidade nos embarques, mas ainda em ritmo abaixo do observado em períodos de maior demanda global.
Enquanto o mercado internacional reage de forma contida, o Brasil mostra resiliência tanto nas cotações domésticas quanto nas exportações. O cenário indica equilíbrio entre oferta e demanda, sustentando os preços internos e reforçando o protagonismo brasileiro nas vendas externas de algodão.
Fonte: Portal do Agronegócio
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