Publicado em: 30/01/2026 às 07:00hs
A indústria têxtil enfrenta uma mudança profunda impulsionada por consumidores mais informados, imediatistas e exigentes. Coleções mais frequentes, ciclos de compra encurtados e o crescimento do e-commerce estão forçando fábricas e tecelagens a responderem com agilidade, sem comprometer a qualidade dos produtos.
Segundo dados do setor, atualmente são produzidas cerca de 100 bilhões de peças de vestuário por ano no mundo, o dobro da produção registrada em 2000. Ao mesmo tempo, os consumidores têm usado suas roupas por metade do tempo em relação a 15 anos atrás, pressionando a indústria a reduzir prazos e aumentar a frequência de reposição.
Na base dessa transformação está a indústria de fiação, que dita o ritmo da produção têxtil. A Incofios, com sede em Indaial (SC), atua exclusivamente na produção de fios 100% algodão e tem se adaptado ao novo comportamento do consumidor por meio de ajustes contínuos nos processos, gestão rigorosa de prazos e padronização da qualidade.
De acordo com o diretor industrial da empresa, Edson Augusto Schlogl, o desafio é entregar consistência do fio mesmo com prazos cada vez mais apertados. “O mercado exige rapidez, mas não aceita variação de qualidade. Isso depende de planejamento, integração entre áreas e investimento contínuo em processos”, afirma.
Para atender às novas demandas, a Incofios intensificou o uso de sistemas de gestão industrial, produção enxuta e programas de melhoria contínua. Entre as medidas adotadas estão:
Essas iniciativas visam minimizar gargalos, aumentar previsibilidade e garantir que toda a cadeia receba produtos dentro do prazo e com qualidade consistente.
O comportamento de consumo moderno influencia diretamente o chão de fábrica. A busca por prazos menores, séries produtivas mais dinâmicas e menor margem para erro transforma as fiações em elenco estratégico da indústria têxtil.
Schlogl reforça: “Não se trata apenas de produzir mais rápido, mas de produzir de forma previsível. A indústria precisa entregar exatamente o que foi especificado, no tempo combinado, porque toda a cadeia está mais ajustada e com menos margem para retrabalho”.
Fonte: Portal do Agronegócio
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