Publicado em: 18/03/2024 às 11:30hs
As recentes perdas registradas pelo algodão na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência internacional para a comercialização, tiveram repercussões diretas no mercado físico brasileiro da commodity. Conforme análise da Safras Consultoria, o ritmo de demanda, que estava aquecido, desacelerou, resultando em uma atividade comercial mais moderada.
A consultoria observa que houve interesse de negociação visando entrega em 2025, enquanto a indústria local realizou transações de curto prazo, com alguns acordos para 30 dias.
No que se refere aos números, o contrato de maior liquidez na Bolsa de Nova York (Maio/24) encerrou cotado a US$ 93,48 cents/lb, representando uma queda de 5,84% em comparação com a semana anterior.
No mercado doméstico brasileiro, o preço da pluma de algodão também apresentou queda, com o valor negociado a R$ 4,25 por libra-peso no CIF do polo industrial de São Paulo, contra R$ 4,33 por libra-peso uma semana antes. O prêmio pago pelo algodão brasileiro na ICE US permaneceu em níveis baixos, indicando -11,03 cents/lb em comparação com o contrato Maio/24.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou estimativas para a safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2023/24. Espera-se um aumento significativo na produção, com a safra estimada em 3,560 milhões de toneladas, um crescimento de 12,2% em relação à safra anterior.
Apesar do aumento na produção, a produtividade das lavouras deve registrar uma ligeira queda, estimada em 1.839 quilos por hectare, comparado aos 1.907 quilos por hectare da temporada anterior. A área plantada também apresenta um aumento de 16,3%, atingindo 1,935 milhão de hectares.
O Mato Grosso, principal Estado produtor, espera colher uma safra de 2,6 milhões de toneladas de algodão em pluma, um avanço de 15,5% em relação à safra anterior. Enquanto isso, a Bahia e Goiás também projetam aumentos modestos na produção para a temporada 2023/24.
Fonte: Portal do Agronegócio
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