Publicado em: 18/02/2026 às 11:05hs
O mercado do algodão brasileiro enfrenta ajustes importantes, com redução nas projeções de produção e demanda pelo lado interno, enquanto fatores externos, como dólar forte e estoques globais, pressionam os preços internacionais.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a quinta estimativa de oferta e demanda para o ciclo 2025/26, apontando uma oferta total de 6,54 milhões de toneladas, queda de 0,16% em relação à previsão anterior. O ajuste reflete a diminuição da área plantada, que reduziu a produção para 3,80 milhões de toneladas, recuo de 0,40% no comparativo mensal.
No lado da demanda, a Conab projetou 3,77 milhões de toneladas, retração de 0,66%. O consumo interno caiu 1,37%, totalizando 720 mil toneladas, patamar semelhante ao ciclo passado. Já as exportações devem recuar 0,49%, chegando a 3,05 milhões de toneladas, ainda 0,63% acima do ciclo 2024/25.
Com a redução da demanda total, os estoques finais foram estimados em 2,77 milhões de toneladas, aumento de 0,53% frente à previsão anterior.
Nesta quarta-feira (18), o algodão iniciou o pregão em baixa na Bolsa de Nova York, com o contrato de maio cotado a 63,86 centavos de dólar por libra-peso, registrando ajuste negativo de 18 pontos.
O movimento segue a tendência da última semana, marcada por oscilações dentro de uma faixa limitada, sem força para sustentação de recuperação. Investidores ajustam posições após quedas recentes, pressionando os preços.
O fortalecimento do dólar norte-americano também encarece o algodão americano para compradores internacionais, impactando o ritmo das exportações. Os estoques certificados na ICE e o fluxo de negociações mostram atividade, mas sem entrada significativa de novos compradores.
Diante desse cenário, o mercado busca equilíbrio nos preços, acompanhando indicadores de demanda e o comportamento externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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