Publicado em: 11/03/2026 às 19:20hs
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) divulgou em seu boletim semanal de 9 de março de 2026 um panorama atualizado do mercado de algodão em Mato Grosso. O documento evidencia o protagonismo do estado nas exportações e o avanço da comercialização da safra 2025/26, impulsionado pelo término do plantio e maior segurança para os produtores negociarem o produto.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso se consolidou como principal exportador de algodão do Brasil em fevereiro de 2026. Foram 169,26 mil toneladas exportadas, representando 62,57% do volume nacional no período.
O desempenho configura o terceiro maior volume para um mês de fevereiro na série histórica do estado. No acumulado do ciclo 2024/25 (agosto/25 a fevereiro/26), Mato Grosso já enviou 1,16 milhão de toneladas ao mercado externo, apresentando uma leve retração de 1,44% em relação ao ciclo anterior.
Entre os destinos, a China permanece como maior importadora, absorvendo 24,36% do total acumulado, seguida por Bangladesh, com 16,02%. A redução no volume total em relação ao ano anterior está associada principalmente à menor demanda de Vietnã e Paquistão, que eram compradores relevantes na safra anterior.
Com o término da semeadura no estado, os produtores passaram a sentir mais segurança para vender a produção. A comercialização da safra 2025/26 alcançou 58,55% da produção estimada até fevereiro de 2026, um avanço de 3,74 pontos percentuais em relação a janeiro.
Apesar de ainda estar 0,50 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos, a diferença diminuiu significativamente desde novembro de 2025, quando a defasagem era de 13,56 p.p. Para a safra 2026/27, as vendas antecipadas chegaram a 7,43% da produção estimada, mostrando avanço gradual conforme oportunidades de mercado se consolidam.
O boletim do IMEA também trouxe informações sobre os preços no mercado interno e externo:
Para a safra 2025/26, o IMEA projeta:
Esses números consolidam Mato Grosso como o principal polo produtor e exportador de algodão do país, mantendo o estado no centro das decisões de comercialização e fluxo de exportações do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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