Publicidade
Algodão

Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre de 2026; Índia lidera destinos

Brasil embarcou cerca de 453 mil toneladas entre julho e setembro; receita mensal avançou 14,4%, com vendas distribuídas entre diferentes mercados da indústria têxtil


Publicado em: 09/10/2026 às 11:00hs

Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre de 2026; Índia lidera destinos

As exportações brasileiras de algodão alcançaram aproximadamente 453 mil toneladas no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi reforçado pelos embarques de setembro, que somaram 191,5 mil toneladas, alta de 7,1% na comparação anual.

A receita das vendas externas atingiu US$ 332,4 milhões em setembro, avanço de 14,4% sobre o mesmo mês do ano passado. O valor médio informado para a fibra exportada ficou em US$ 1,70 por quilo, aumento de 6,8%.

Para Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado trimestral permite avaliar a evolução dos embarques com maior consistência, considerando as oscilações mensais, a programação das operações e a sazonalidade do mercado.

Crescimento trimestral reforça trajetória das exportações

Segundo Wajs, a variação dos volumes ao longo dos últimos meses deve ser analisada dentro de um período mais amplo. Nesse contexto, o aumento de 18% entre julho e setembro indica uma trajetória positiva para as vendas brasileiras.

A recuperação dos embarques em setembro contribuiu para o resultado, com crescimento tanto no volume comercializado quanto na receita obtida.

Índia recebe um quarto do algodão brasileiro exportado em setembro

A Índia permaneceu como principal destino do algodão brasileiro, respondendo por 25,3% dos embarques de setembro.

Bangladesh ocupou a segunda posição, com 16,4%, seguido por Turquia, com 14,1%, e Vietnã, com 10,1%.

Também participaram das compras China, com 8,7%; Indonésia, com 7,7%; Paquistão, com 7,2%; Malásia, com 6,3%; e Egito, com 2,2%.

Na avaliação do presidente da Anea, a presença em diferentes polos da indústria têxtil ajuda a reduzir a exposição a mudanças nos fluxos comerciais e fortalece a competitividade da fibra brasileira.

“A diversificação dos destinos é estratégica para o Brasil, especialmente em um cenário em que os fluxos comerciais podem mudar rapidamente”, afirma.

Algodão ocupa quarto lugar nas exportações agropecuárias

Em setembro, o algodão representou 4,75% das exportações do setor agropecuário, ficando na quarta posição entre os produtos vendidos ao exterior.

Na pauta brasileira total, a fibra respondeu por 0,97% das exportações e ocupou o 17º lugar no ranking nacional.

Os números evidenciam a participação do algodão no comércio exterior e a importância dos mercados internacionais para o escoamento da produção.

Infraestrutura e logística são desafios para manter expansão

Para Wajs, a continuidade do crescimento depende de melhorias na capacidade de escoamento, com infraestrutura e eficiência logística acompanhando o avanço das vendas externas.

O dirigente também destaca a necessidade de preservar a confiança dos compradores no Brasil como fornecedor. Qualidade da fibra, sustentabilidade, rastreabilidade e cumprimento dos contratos estão entre os fatores apontados como essenciais para consolidar a presença brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias